Preso, fundador do Silk Road lança petição com perfil no Twitter

Por Wagner Wakka | 20 de Julho de 2018 às 15h50
Change.Org

O fundador da Silk Road, Ross Ulbricht, foi preso pelo FBI em 2013. Ele era conhecido como Dread Pirate Roberts e comandava este que era reconhecido como o maior mercado online de drogas do mundo.

Cinco anos após a operação que o colocou na cadeia e o condenou no ano passado à prisão perpétua, Ulbritcht agora tenta se reconectar com o mundo novamente. Como ele faz isso? Pelo Twitter.

Com o seu nome real e o perfil de @realRossU, foi publicada uma nota escrita à mão pelo prisioneiro. Ao que parece, ele não tem acesso a redes sociais, de forma que alguém deve mediar sua comunicação.

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Em seu primeiro post, ele escreve: “Olá, aqui é o Ross! Eu espero conseguir ter voz depois de todos estes anos de silêncio. Esta tem sido uma estranha jornada, mas eu sou grato a todos vocês quem demonstraram amor e apoio e me mantiveram firme nos momentos mais difíceis. Vocês me dão força”, publicou a conta.

Na carta, direcionada pelo site freeross.org, ele informa que este é seu perfil oficial, sendo que o documento escrito à mão comprova isso. Ele ainda diz que não tem muita certeza do que vai escrever no perfil, mas que espera que os usuários ajudem a descobrir.

“Estou chegando a cinco anos que estou preso, então, acredito que isso vai me ajudar a me sentir mais conectado com o mundo lá fora”, aponta.

Carta supostamente escreita por Ulbricht na prisão (Foto: freeross.org)

Na descrição do perfil da conta, fica clara a intenção de Ulbricht. Há um link para um abaixo-assinado no Change.org, o qual ele pretende usar para “pressionar o presidente dos Estados Unidos” a ser clemente.

No documento, ele defende que o Silk Road era um site de comércio como qualquer outro e o compara ao eBay, só que voltado “ao livre mercado e com privacidade”.

Ainda, ele acusa o FBI de corrupção: “A investigação sobre Ross, bem como sua sentença e julgamentos tiveram frequentes abusos. Isso inclui investigadores federais corruptos (agora na prisão) os quais foram escondidos no júri, bem como conduta indevida, violações da constituição e confiança em alegações sem provas na sentença”, aponta o abaixo-assinado.

Até o momento, mais de 17 mil pessoas assinaram a petição.

Em um segundo post no Twitter, que já ultrapassa 7 mil seguidores, ele relata apoio de usuários. “Eu recebi 9 páginas de comentários da petição no meu e-mail esta noite, e me contaram sobre todos os retweets e interesses demonstrados sobre o que eu estou tentando fazer aqui. Estou muito comovido pela resposta de vocês e já sinto o começo desta conexão pela qual eu estava esperando”, relata.

Ulbricht foi encontrado em uma biblioteca pública de São Francisco, perto de um apartamento onde morava com outras duas pessoas, pagando um aluguel de US$ 1.000 por mês. Apesar da aparência simples, o governo afirma que ele arrecadou cerca de 80 milhões de dólares com o Silk Road.

Em junho deste ano, a Suprema Corte dos EUA negou um pedido de revisão da pena de Ulbricht, sob a justificativa de que ele teria sido alvo de golpe.

Apesar de se comunicar pela rede social, Ulbricht continua preso.

Fonte: Daily Dot

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