Popcorn Time agora faz streaming diretamente para o seu navegador

Por Redação | 20.10.2015 às 11:41

Assistir a filmes pelo Popcorn Time ficou ainda mais fácil e agora sequer exige o download de um software. Pelas mãos de mais um desenvolvedor envolvido com o código do aplicativo, chega o Browser Popcorn, que, como o nome já diz, permite que os filmes do serviço sejam acessados diretamente pelo navegador e de qualquer lugar.

Criado por um programador sérvio de apenas 15 anos, chamado Milan Kragujevic, o Browser Popcorn replica a infraestrutura original da plataforma, só que de maneira totalmente online. Não há necessidade de fazer login e é possível acessar quase todo o catálogo do serviço, que roda a partir do próprio navegador. O sistema é suportado por anúncios, que carregam a cada clique em um filme e também são mostrados durante a exibição deles.

Além de facilitar o uso do Popcorn Time em si, o Browser Popcorn abre as portas para todo um novo mundo de dispositivos. Se antes o aplicativo estava disponível apenas no computador e no Android, agora ele pode, teoricamente, ser acessado por aparelhos com iOS, set-top boxes, celulares mais antigos, consoles de videogame e todo tipo de aparelho que possua uma conexão com a internet e seja capaz de executar vídeos.

Browser Popcorn

Em nossos testes, porém, não foi possível executar nenhum filme em um iPad Air 2 por meio do navegador Safari, mesmo após sucessivas tentativas. No PC, a reprodução começou truncada após três mensagens de travamento em diferentes longas, mas foi possível assistir, com diversos intervalos de buffer, a trechos de Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma diretamente pelo Google Chrome.

Mesmo sendo um adolescente, o desenvolvedor responsável pelo Browser Popcorn é bastante vocal quanto às suas convicções. Falando sobre seu serviço, ele diz compartilhar as ideias do criador do Popcorn Time, Federico Abad, de que os altos preços e a dificuldade de se encontrar material na maioria dos países é o que leva as pessoas à pirataria. Na Sérvia, conta Kragujevic, as leis de direitos autorais praticamente não existem, por isso ele pretende continuar com o projeto mesmo que ele seja derrubado por autoridades.

Para ele, é hora dos estúdios perceberem que licenciamento e outros acordos impedem o acesso das pessoas ao conteúdo e que isso fará com que a “bolha do streaming estoure”. Os estúdios de cinema, aqui, são os que mais têm a perder e, se depender do desenvolvedor, o fogo será todo voltado a eles.

Fonte: The Verge