Polícia já apreendeu mais de 4,5 mil TV boxes piratas em São Paulo

Por Felipe Demartini | 15 de Maio de 2020 às 10h48

A Polícia Civil anunciou a apreensão de mais de 4,5 mil TV boxes desde o começo do ano apenas na cidade de São Paulo (SP). As ações fazem parte da Operação Curto-Circuito, voltada para combater a pirataria de televisão e que acontece todos os meses em locais reconhecidos do comércio de eletrônicos no centro da capital paulista.

A etapa de maio parece ter sido a maior, com mais de dois mil dispositivos apreendidos apenas nesta semana. 20 pessoas também já foram presas como parte da operação, que tenta coibir o comércio ilegal de TV boxes, aparelhos que trazem todos os canais da televisão por assinatura desbloqueados e não passam por homologação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), tendo venda proibida no Brasil.

Endereços tradicionais de venda de eletrônicos irregulares são o alvo das etapas da operação. A Galeria Pagé e a rua Santa Ifigênia, ambas no centro da capital paulista, são locais onde aparelhos desse tipo podem ser encontrados em diferentes tipos e preços, sempre trazendo pacotes liberados de televisão por assinatura, que funcionam por meio da internet, bem como acesso irregular a filmes e séries entregues sob demanda. Alguns serviços do tipo exigem assinaturas, outros não.

Operação contra a venda de TV a cabo pirata vem sendo realizada mensalmente e já levou à prisão de 20 pessoas e apreensão de 4,5 mil dispositivos (Imagem: Divulgação/Polícia Civil SP)

Coordenada pela 1ª Delegacia Seccional de Polícia de São Paulo, a operação conta com o apoio da prefeitura e da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), que considera os trabalhos um passo importante no combate à pirataria. A estimativa do órgão é de que as perdas ligadas a esse mercado ilegal cheguem a R$ 9 bilhões por ano.

A Operação Curto-Circuito também acompanha um trabalho das autoridades nacionais em combate à mesma prática. Em novembro do ano passado, aconteceu em 12 estados a Operação 404, deflagrada pelo Ministério da Justiça e que levou à suspensão de 210 sites e 100 aplicativos de streaming irregular de conteúdo, voltados para a disponibilização de canais de televisão, bem como filmes e séries.

Movimentos desse tipo também estão acontecendo no restante do mundo. Em abril, a Aliança Pela Criatividade e Entretenimento (ACE, na sigla em inglês), uma entidade que representa os interesses dos estúdios de cinema dos EUA, tirou do ar dois grandes provedores ilegais de IPTV, que vendiam assinaturas com mais de 3,2 mil canais diretamente para os consumidores, assim como listas previamente instaladas em TV boxes e dispositivos como o Fire TV Stick, da Amazon.

Fonte: Telesintese

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