“Pixels”: ação anti-pirataria afeta Vimeo e produtores independentes

Por Redação | 10.08.2015 às 11:04

Mais uma grande operação online contra a pirataria teve o efeito de sempre: não reduziu os números de quebra de direitos autorais e, ainda, colocou quem não tinha nada a ver com isso na mira. A ação da vez tem a ver com o filme “Pixels”, que chegou recentemente às telonas inclusive do Brasil e teve como um de seus alvos o site de compartilhamento de vídeos Vimeo.

A ação foi ordenada pela Columbia Pictures no final de semana e produtores independentes e criadores de conteúdo receberam notificações de bloqueio e ordens para retirada de conteúdo do ar pelas mãos de uma companhia chamada Entura International, que trabalha em nome da produtora. O problema é que a ação ocorreu contra todo e qualquer vídeo que tivesse a palavra “pixels” ou variantes no nome ou descrição, mesmo não tendo nada a ver com o filme de Adam Sandler.

Entre os afetados estão, por exemplo, o NeMe, um museu virtual de arte contemporânea que opera online desde 2004 e recebeu uma notificação por um vídeo produzido há quase dez anos. Outro atingido foi o cineasta Dragos Bardac, que viu seu trabalho de conclusão de curso, de 2010, também retirado do ar sem aviso. É desnecessário dizer que ambos não possuem qualquer relação com o filme “Pixels” e foram produzidos com arte, música e imagens de seus próprios autores.

Até mesmo o curta-metragem que deu origem ao longa acabou sendo retirado do ar. Lançado em 2010, “Pixels” é uma produção do cineasta Patrick Jean e faz uma homenagem aos games antigos, mostrando os bons e velhos visuais quadradões atacando a cidade de Nova York. No filme, essa ideia foi transformada em alienígenas reais que, ao receberem uma cápsula espacial, acreditam que os personagens de games são inimigos da humanidade.

Ironicamente, trailers, especiais e outros conteúdos relacionados a “Pixels” também foram retirados do ar. Todos os afetados receberam um strike em suas contas do Vimeo e, para que a punição errônea seja removida, é preciso entrar pessoalmente em contato com a Entura fornecendo dados como endereço, números de identidade e outros. Desnecessário dizer que os criadores estão revoltados.

Por enquanto, a Columbia não se pronunciou sobre a ação exagerada, que afetou quem não tinha nada a ver com o filme e nada fez em relação a sites de torrent e outros serviços que efetivamente distribuem o título de forma ilegal. A empresa disse que os afetados erroneamente devem entrar em contato com o suporte para obter mais informações.

Fonte: Torrent Freak