Pirataria ainda representa 50% do mercado brasileiro

Por Redação | 04.12.2015 às 11:13

O mundo da computação na nuvem e dos aplicativos mobile não apenas facilitaram a vida das pessoas, mas também foram responsáveis por uma grande redução no índice de falsificação de programas no Brasil. De acordo com os números da ABES, a Associação Brasileira das Empresas de Software, a pirataria representa 50% do mercado nacional.

Esse total, porém, pode ser visto como um avanço quando se considera que, nos anos 90, esse índice era de mais de 90%. Mas a mudança parece ter acontecido não por conta de uma maior conscientização dos usuários ou de uma baixa nos preços, mas sim pelo crescimento de soluções mobile, aplicativos conectados e, acima de tudo, o surgimento de softwares como serviço no mercado corporativo, tornando a aquisição de ferramentas um processo mais rápido e seguro que a pirataria.

De acordo com a ABES, mesmo com toda essa cultura tecnológica e vanguardista, boa parte da circulação de programas falsificados acontece ao estilo tradicional, por meio de CDs e DVDs que passam de mão em mão ou são vendidos por comerciantes informais. É justamente por isso que, para marcar o Dia Nacional de Combate à Pirataria (3), a organização destruiu mais de 2 milhões de mídias com softwares ilegais.

A carga é resultado de operações de busca e apreensão realizadas ao longo dos últimos anos pelas autoridades brasileiras. Todos os discos estavam em depósitos da própria ABES e, agora, receberam autorização judicial para serem destruídos. O processo acontece em um triturador de uma empresa de plásticos, e o material resultante será destinado à reciclagem.

Com o ato, a associação pretende também chamar a atenção para o problema dos softwares piratas e incentivar a população a denunciar sites e lojas que estejam fornecendo esse tipo de produto. Por meio de um serviço de monitoramento, que está disponível online, a ABES disse já ter sido capaz de remover mais de 65 mil anúncios e sites que permitiam o download ilegal de software, além de ter contribuído para operações de apreensão de material desse tipo.

Fontes: ABES, IDG Now