Facebook já removeu mais de 1,8 milhão de posts com conteúdo pirata

Por Redação | 19 de Dezembro de 2017 às 10h27
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O Facebook tentou derrubar a noção de que não se importa com a proteção das criações e os direitos autorais alheios, divulgando dados relacionados ao seu combate contra a pirataria na plataforma. De acordo com a empresa, 1,8 milhão de publicações teriam sido retiradas do ar apenas na primeira metade de 2017, todas após pedidos dos detentores criativos originais de conteúdos republicados por terceiros.

Por outro lado, 31% das solicitações feitas foram negadas pela companhia, que as julgou improcedentes. Entre os motivos para isso estavam, por exemplo, os relatos de quebra de copyright incompletas ou pouco precisas, nos quais os responsáveis foram incapazes de provar autoria sobre o material em questão, ou simplesmente abusivas ou equivocadas, casos em que quem se diz proprietário, na verdade, não é.

No total, foram 224,4 mil pedidos recebidos entre janeiro e junho de 2017 por meio de uma ferramenta dedicada a esse fim, chamada Rights Manager. O número se relaciona ao total de solicitações em si, não conteúdos, uma vez que, segundo o Facebook, um mesmo relatório pode conter de um a diversos links para publicações que estariam irregulares, todas avaliadas por um time dedicado e espalhado internacionalmente.

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Os números, para a rede social, comprovam o sucesso da empreitada. Segundo ela, todas as solicitações feitas de maneira legítima foram atendidas em, no máximo, um dia, com tanto o infrator quanto o responsável pelos direitos autorais recebendo uma notificação. O mesmo vale para os pedidos considerados improcedentes, com o responsável pelo envio também recebendo um alerta sobre a negativa.

Instagram

Os dados para o Instagram também são semelhantes. Nos seis primeiros meses deste ano, foram 70 mil pedidos e 685,9 mil imagens ou vídeos removidos do ar. Aqui, falamos não apenas de conteúdos protegidos por direitos autorais, mas também de pessoas que tentam se passar por outras na rede social, o que explica o número bem maior de retiradas em relação às solicitações, pois perfis inteiros, com diversas fotografias, caíram de uma só vez.

Quanto aos infratores, entretanto, o Facebook parece adotar uma política bem menos rígida do que, por exemplo, o YouTube. A empresa informa que só aplica restrições aos usuários que forem identificados como responsáveis pelo upload sucessivo de material protegido por direitos autorais, preferindo a educação e a orientação em vez da punição.

No caso dos piratas contumazes, entretanto, o caminho costuma seguir pela suspensão da possibilidade de postar por algumas horas e dias, a remoção arbitrária de grupos ou páginas identificadas como tal e, em casos extremos, o banimento completo do usuário, com remoção do perfil, conta e todo tipo de associação. O mesmo vale para o Instagram, onde medidas mais rígidas são tomadas de forma mais veloz no caso de pessoas que se passem por outras. Nada, entretanto, impede que os infratores se registrem novamente.

Fonte: Facebook

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