Atualização do Nintendo 3DS aplica sistemas anti-pirataria

Por Felipe Demartini | 01 de Agosto de 2018 às 14h46
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A luta entre a Nintendo e a pirataria chegou agora ao 3DS. Em uma atualização de sistema liberada pela fabricante na última segunda-feira (30), o portátil recebeu sistemas de proteção que são capazes de detectar quando um usuário está utilizando um game pirateado, banindo o console de acessar os recursos conectados das plataformas.

De acordo com especialistas da cena, seria uma versão adaptada para o 3DS de uma atualização de segurança liberada em junho para o Nintendo Switch, como resposta ao desbloqueio da plataforma por hackers. Esse processo, em si, seria irreversível, na opinião dos especialistas, o que levou a fabricante a aplicar sanções no acesso de aparelhos modificados ao ambiente online.

A tecnologia funciona por meio de um sistema de tokens. Cada título digital ou físico possui uma identificação própria, que é cruzada com o sistema online da empresa. Caso tudo esteja certo, uma autorização é liberada, do contrário, o usuário fica impedido de acessar a rede com aquela cópia do jogo, em um processo que também pode levar ao banimento completo da plataforma.

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O 3DS, por si só, já foi desbloqueado de diferentes métodos que, normalmente, têm seu funcionamento impedido pela Nintendo com o lançamento de atualizações. É uma batalha constante de patches piratas, que liberam o videogame novamente, e updates para os usuários que quiserem fazer uso de títulos alternativos, mas sem perder o acesso aos recursos online do console.

Desta vez, entretanto, a Nintendo parece estar com a vantagem. De acordo com o hacker identificado apenas como Michael, ou pelo pseudônimo SciresM, um dos grandes nomes envolvidos no processo de desbloqueio do Switch, não há nada que possa ser feito tanto no console de mesa quanto no 3DS para burlar o sistema de proteção online implementado pelas atualizações.

A orientação para os usuários que não quiserem ser banidos é que se mantenham desconectados, ou então, se preferirem arriscar, acessem a rede apenas a partir de jogos oficiais, adquiridos em mídia física ou por meio da loja online da Nintendo. Caso contrário, sanções podem e devem acontecer, mais uma vez, sem que nada possa ser feito para restabelecimento do acesso à rede.

Mais do mesmo

O que temos aqui, também, é a repetição de um enredo que já aconteceu antes, com outros consoles. Como os aparelhos estão cada vez mais conectados, atualizações de sistema são a principal arma das empresas para combater a pirataria, com os banimentos, também, servindo para punir os usuários adeptos da prática. Para eles, a recomendação sempre é manter os dispositivos offline, o que implica na troca da perda de recursos pela possibilidade de usar jogos alternativos.

Entretanto, no caso do Switch, o desbloqueio encontrado pelos especialistas não poderia ser revertido por uma atualização de software, pois a falha utilizada para liberação estaria presente no processador do aparelho. Foi o que levou a Nintendo a aplicar as medidas restritivas online e, também, em lotes mais recentes do video game, aplicar atualizações diretamente ao componente, o que teria levado a unidades “invioláveis”, entre aspas pois os hackers afirmam que essa situação não deve demorar muito tempo para ser revertida.

Fonte: Torrent Freak

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