Amazon registra tecnologia de combate à pirataria

Amazon registra tecnologia de combate à pirataria

Por Felipe Demartini | 25 de Novembro de 2020 às 12h38
El Hombre

A Amazon obteve a patente de uma nova tecnologia voltada para o combate à pirataria no streaming. O recurso é capaz de adicionar identificadores únicos de cada assinante aos fragmentos de compressão dos conteúdos transmitidos, de forma que seja possível localizar a fonte dos materiais irregulares compartilhados mesmo se eles forem filmados da tela da televisão, com todas as reduções de qualidade envolvidas nesse processo.

O uso desse tipo de marca d’água não é novo, mas a forma como a Amazon está trabalhando com esse elemento, é. No projeto, a empresa mostra como cada exibição de episódio ou material disponível no Prime Video gera dados de registro e de que maneira um identificador único do usuário é anexado a esses dados. A marcação pode ser visível ou não, mas em ambos os casos, é decodificada e aparece em fragmentos do vídeo, gerados a partir do servidor de streaming.

Na patente, a Amazon afirma que o ideal é que as marcas não sejam visíveis aos olhos humanos, de forma a dificultar a remoção do identificador. Além disso, a ideia é que o recurso não altere o estado original do vídeo nem sua qualidade, com a tecnologia aparecendo de forma discreta, para que não incomode quem apenas deseja aproveitar o material, sem o compartilhar.

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A invenção também apresenta potencial de ser mais leve que os sistemas de identificação usuais utilizados pela indústria, que adicionam identificações desse tipo a todo o vídeo — o que também significa novas compressões e decodificações a cada utilização pelo usuário. Utilizando o manifesto e os metadados, apenas uma pequena, mas importante, parte do material é alterado a cada visualização, reduzindo a carga sobre servidores e representando uma economia de recursos para a plataforma.

O mesmo, inclusive, também vale para os próprios dispositivos usados pelos clientes. A Amazon sabe que muitos utilizam suas plataformas de streaming no celular ou em aparelhos modestos de transmissão, com poder de processamento limitado. Nesse caso, todo o trabalho de identificação aconteceria nos servidores, com o material já chegando pronto e marcado aos olhos dos usuários.

Além de materiais pré-gravados, a patente explora também o uso da solução em conteúdo ao vivo, como partidas de futebol americano. Nestes casos, além de identificadores únicos, a marca d’água também pode carregar outras informações identificadoras como a região geográfica do usuário, além da conta e tipo de dispositivo usado para acesso, que já podem ser embutidas, também, na solução para conteúdo sob demanda.

Por enquanto, porém, a tecnologia foi apenas registrada e ainda não existem indícios de sua utilização nos conteúdos fornecidos pela Amazon. O registro de patentes, muitas vezes, pode servir apenas para que uma empresa possua autoria e gere lucros a partir de uma invenção, sem que ela seja efetivamente aplicada em suas próprias plataformas. A empresa não falou sobre o assunto nem deu uma previsão de quanto, nem se, as marcas serão utilizadas no Prime Vídeo.

Fonte: TorrentFreak

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