Falhas de segurança em softwares piratas vão gerar prejuízo de R$ 1,6 bilhão

Por Redação | 01 de Abril de 2014 às 22h33

Que os softwares piratas representam gravíssimas falhas de segurança e trazem uma série de riscos para os usuários, todo mundo sabe. Mas agora, uma pesquisa publicada pelo IDC previu que, ao longo de 2014, R$ 1,6 bilhões serão gastos pelos brasileiros na resolução de problemas causados por esse tipo de prática, com 44,2 milhões de horas perdidas em tarefas como a eliminação de infecções ou correção de problemas causados pela ilegalidade.

No mundo, os resultados são ainda maiores. Serão US$ 25 bilhões e 1,2 bilhão de horas, um total que poderia muito bem ser revertido para o mercado formal de software, significando um crescimento dele e também uma melhoria na segurança online e na experiência dos usuários com a internet. Os resultados foram reproduzidos pelo site IDG Now.

Para os usuários comuns, os principais perigos são o roubo de informações pessoais, o uso de dados bancários para a realização de compras não-autorizadas, as fraudes e, por último, a invasão de emails ou contas em redes sociais. Já para as empresas, estão no topo da lista o acesso indevido a informações confidenciais e o roubo ou perda de dados essenciais para os negócios.

Como o mundo corporativo é o que requer maiores camadas de segurança, é também ele o que mais gasta para resolver os problemas causados pela pirataria. Os números apontam que serão US$ 4,6 bilhões gastos pelas companhias brasileiras para aprimorar sua proteção interna, além, é claro, de danos para a imagem e também financeiros caso dados sejam vazados ou informações confidenciais sejam acessadas indevidamente.

De acordo com o IDC, a maioria dos executivos entrevistados conhece os problemas, mas 43% não se importam em manter as máquinas de sua empresa constantemente atualizadas e protegidas. Além disso, o fenômeno do BYOD, em que os próprios funcionários levam seus equipamentos para o trabalho, também representa preocupações, já que os equipamentos podem não estar devidamente protegidos e também contarem com softwares piratas.

Em sua maioria, são estes os usuários que compõem o total de 20% de softwares falsificados presentes nas empresas consultadas pelo IDC. O problema é maior na América Latina, onde 38% dos funcionários das companhias possuem programas ou sistemas operacionais pirateados, segundo o levantamento.

Perigo também no original

A utilização de equipamentos legítimos, muitas vezes comprados já montados e instalados das fabricantes, também exige atenção da parte dos setores de TI das companhias. Segundo o estudo, 61% dos computadores, notebooks ou similares comprados diretamente em lojas vieram pré-infectados com malwares, e alguns chegaram a conter até 100 ameaças.

O Brasil acabou acumulando um alto valor nesse índice, com 47% das máquinas oriundas de nosso país comprometidas de alguma maneira. Porém, nós ficamos abaixo de países como China e Tailândia, mas acima de nações como Estados Unidos ou Turquia. Também foram encontrados softwares piratas embarcados nas máquinas adquiridas nas lojas, o que representa mais um perigo em potencial.

A pesquisa ouviu 1,7 mil pessoas, entre profissionais da área de tecnologia da informação, executivos, oficiais de governo e consumidores comuns. 14 países participaram, como França, Alemanha, China, México, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e, é claro, o Brasil.

Canaltech no Facebook

Mais de 370K likes. Curta nossa página você!