FBI amplia ação contra pirataria até em programa para estagiários

Por Redação | 13.10.2014 às 10:35

O FBI esteve presente em muitas investigações envolvendo reprodução digital ilegal de conteúdo, principalmente audiovisual, nos últimos anos. E o departamento de Justiça dos Estados Unidos não está para brincadeira: a briga contra a pirataria será reforçada com ações exclusivas sobre o assunto em seu programa de formação de novos profissionais.

Como bem lembra o TorrentFreak, o FBI teve atuação incisiva em casos proeminentes sobre compartilhamento ilegal de arquivos. Em 2005, o órgão desativou o EliteTorrents, um popular serviço baseado em BitTorrent, que encerrou as atividades depois de distribuir uma cópia da versão de trabalho de Star Wars: Episódio III.

Em 2010, a agência realizou a "Operação Nossos Sites", uma iniciativa que fechou as portas de vários domínios irregulares, como o NinjaVideo. Dois anos depois foi a vez do Megaupload.

Ao que parece, o FBI não considera a pirataria somente uma infração comercial, mas também uma grave ofensa, um roubo. Por enquanto, a agência não aperta o cerco individual a todos que considera criminosos, entretanto faz o que pode para interromper os casos mais "barulhentos" e grupos de grande acesso.

Desde a última segunda-feira (06), a unidade de polícia tem recrutado estudantes interessados em ingressar no órgão. O programa para estagiários é pago e entre os assuntos discutidos com os participantes, um deles foi com relação à pirataria.

Agora, entre os fatores excludentes para os candidatos a uma vaga na agência, está o fato da pessoa ter histórico de compartilhamento ilegal de conteúdo. Isso entra na lista com outras restrições, como uso de drogas, atividades criminais e falta de pagamento de empréstimo estudantil.

FBI

Mas até que ponto o histórico de downloads ilegais pode barrar um candidato a uma vaga no FBI? Bem, um dos rejeitados no programa afirmou que a agência possui um detector de mentiras e todas as respostas gravadas são avaliadas. Portanto, mentir não é uma das melhores opções.

O candidato rejeitado acredita que o FBI está mais preocupado com crimes mais graves, uso ou tráfico de drogas e uso inadequado de sistemas de tecnologia. O download de música, por exemplo, não chega a desclassificar participantes, principalmente se eles disserem que, na época, não sabiam que isso era ilegal.

Contudo, ele também disse acreditar que o órgão está de olho na quantidade de conteúdo pirateado e que isso pode ter atrapalhado seu ingresso no programa de estágio.

"Baixei música enquanto estava na faculdade, há uns dez anos, foram mais de 300 faixas, e agora, mais recentemente, baixei menos de 20. Tive uma cópia ilegal do Windows XP comigo e dez anos atrás assisti uns 8 filmes completos, pirateados, que depois foram deletados. Copiei o Redbox DVD para meu iPod mas não pude utilizá-lo direito, então apenas o deletei depois do uso", disse o candidato ao listar as prováveis coisas que o deixaram de fora durante a seleção.

Fonte: http://torrentfreak.com/fbi-screens-interns-on-their-piracy-habits-141010/