PewDiePie culpa mídia por repercussão negativa: "querem me diminuir"

Por Luciana Zaramela RSS | em 16.02.2017 às 21h15 - atualizado em 17.02.2017 às 01h35

PewDiePie

O astro mais famoso do YouTube resolveu comentar, em um novo vídeo gravado nesta quinta (16), o que achou de toda a repercussão envolvendo seu nome e um vídeo com conteúdo antissemita. Na última terça (14), tanto a Walt Disney Company quanto o YouTube resolveram cortar contratos e regalias, respectivamente, com o vlogger, e a história repercutiu no mundo inteiro. 

O youtuber ficou furioso com a forma como o Wall Street Journal, principalmente, classificou o ocorrido. Segundo Felix Kjellberg (nome verdadeiro de PewDiePie), o jornal se referiu às piadas antissemitas como "postagens". 

"Eles entenderam assim e usam esse termo fora de contexto, para criar uma imagem nazista de mim", disse o youtuber. "Me desculpem pelas palavras que usei, eu sei que ofenderam pessoas, e admito que a piada por si só foi longe demais. Gosto de ultrapassar limites, mas me considero um comediante ainda bem verde", afirmou. 

Kjellberg joga toda a culpa no jornal por toda a repercussão negativa que foi gerada na mídia e nas redes sociais. E também diz que, se não fosse o WSJ, nem a Disney, nem o YouTube teriam feito o que fizeram. Para o jovem, as palavras foram manipuladas pelo jornal e outros meios de comunicação porque a mídia se sente ameaçada por ele.

"A mídia tradicional não gosta de webcelebridades porque tem medo da gente. Temos tanta influência e uma voz tão forte que eles não compreendem". Segundo ele, o caso não passa de um "ataque direto da mídia contra mim, para tentar me diminuir, diminuir minha influência". 

PewDiePie, que tem mais de 53 milhões de seguidores no YouTube, explica que sua relação com a mídia tradicional foi azedando com o passar dos anos, enquanto ele fazia cada vez mais sucesso. No final do vídeo que gravou hoje, ele envia uma mensagem diretamente para o WSJ: "Ainda estou aqui, ainda estou fazendo vídeos. Boa tentativa, Wall Street Journal. Tentem de novo, filhos da mãe!".

Assista à resposta de PewDiePie (legendas disponíveis):

Entenda o caso

O Wall Street Journal afirma que o jovem youtuber já gravou nove vídeos, que datam de agosto de 2016, contendo conteúdo nazista em seu canal. O mais recente deles, do mês passado, e que já foi removido pelo youtuber, mostrava dois homens sem camisa rindo enquanto seguravam uma faixa com os dizeres: "Morte a todos os judeus" (abaixo).

O youtuber concordou que o conteúdo dos clipes é ofensivo, mas afirmou não ter apoiado "nenhum tipo de atitude de ódio". “Eu penso no conteúdo que eu crio como entretenimento, e não um lugar para qualquer comentário político sério. Eu sei que o meu público entende isso e é por isso que vem para o meu canal. Embora essa não fosse minha intenção, entendo que essas piadas eram ofensivas”, disse.

Após a repercussão negativa no mundo inteiro, a Disney decidiu cortar laços com o sueco, rompendo o contrato que tinha firmado com ele. Logo depois da empresa de entretenimento, foi a vez do Google retaliar o vlogger: além de tirar seu canal da lista de recomendações do YouTube, a empresa cancelou a segunda temporada de sua websérie Scare PewDiePie.

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