WhatsApp recebe atualização para se tornar mais seguro

Por Redação | em 05.04.2016 às 13h01 - atualizado em 05.04.2016 às 17h40

BlackBerry e WhatsApp

O WhatsApp está liberando nesta terça-feira (05) mais uma grande atualização e, na palavra de seus desenvolvedores, se torna mais seguro do que nunca. De acordo com o Facebook, que é dono do aplicativo de mensagens, a ideia do update é tornar ainda mais poderosa a criptografia por trás de mensagens de texto, voz, arquivos compartilhados e até chamadas, tornando interceptações e espionagem impossíveis.

A novidade é gratuita e deve ser liberada em ondas, estando disponível ao longo dos próximos dias para os mais de um bilhão de usuários do software. Todos os sistemas operacionais serão contemplados pela novidade que adiciona novas mecânicas de segurança ponta a ponta. O WhatsApp garante que nem mesmo os desenvolvedores da própria companhia podem decifrar o conteúdo das mensagens, que somente serão reveladas para os destinatários.

O foco na segurança também deve aparecer na forma de alertas, com os usuários sendo notificados caso algum dos presentes em um grupo ou conversa, por exemplo, estejam usando uma versão antiga do aplicativo, com criptografia inferior. Nesse caso, a segurança geral da comunicação é reduzida, de forma a não gerar problemas de incompatibilidade, e os envolvidos saberão exatamente onde está o problema, incentivando o indivíduo em questão a atualizar seus sistemas em prol da segurança de todos.

A mudança deve intensificar ainda mais os debates com as autoridades, que acusam as empresas de tecnologia de se recusarem a entregar mensagens, mesmo sob ordem judicial, e não facilitarem a decodificação da comunicação entre seus usuários. O debate pode gerar até mesmo a criação de novas legislações nos Estados Unidos, uma vez que representantes do FBI, da CIA e de outros órgãos governamentais assumem posturas altamente contrárias às de companhias como Apple, Google e Facebook.

A discussão acontece também no Brasil onde, há algumas semanas, foi emitida uma ordem de prisão contra Diego Dzodan, o vice-presidente do Facebook para a América Latina. O executivo foi levado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre a recusa do WhatsApp em entregar informações de usuários investigados em uma operação contra o tráfico de drogas. Na época, a rede social taxou a decisão de “extrema” e disse que os responsáveis pelo aplicativo simplesmente não são capazes de atender à determinação judicial.

Fonte: Wired

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