WhatsApp cita possibilidade de armazenar dados em termos de serviço

Por Redação | em 10.03.2016 às 16h15

WhatsApp

Uma informação de ponta de livro pode azedar ainda mais o combate entre autoridades brasileiras e o WhatsApp. Apesar de ter afirmado mais de uma vez que as mensagens, identidades, arquivos e outros dados dos usuários do serviço não ficam armazenados em seus servidores, a página de termos de serviço do mensageiro parece contar outra história.

No texto, o WhatsApp afirma que pode guardar algumas informações da comunicação entre os seus usuários por um curto período de tempo. Seriam dados como a data e a hora das mensagens trocadas, além dos números de celular envolvidos na comunicação e também alguns arquivos. Tudo isso, entretanto, permanece na infraestrutura por um curto período de tempo e é deletado do sistema pouco depois.

Além disso, em uma frase que pode acabar fechando ainda mais o cerco sobre a plataforma, a empresa diz que pode realizar essa catalogação de dados sempre que for obrigada a fazer isso. É aqui que, por exemplo, se encontra um dos pontos-chave da atual polêmica com relação ao serviço, com juristas afirmando que ele, ao operar um serviço em português e com ampla base de usuários no Brasil, estaria ferindo o Marco Civil da Internet ao não contar com servidores por aqui.

A alegação de que não armazena os dados de seus usuários foi usada pelo WhatsApp ao se negar a atender diversos pedidos judiciais de entrega de dados, como o que motivou a suspensão de seus serviços por 48 horas, no início do ano. O mensageiro afirma não ter sido projetado para coletar as informações de seus utilizadores, e que um pedido como o feito pela justiça brasileira poderia significar que uma alteração precisa ser feita, algo que a empresa já disse que não vai atender.

Sobre os termos de serviço, ainda, a empresa afirmou que eles refletem uma situação de possibilidade. Ou seja, o WhatsApp pode armazenar os dados de seus usuários temporariamente, mas isso não significa que ele efetivamente faça isso. E, mais uma vez, reforçou que, se isso acontecer, é apenas por um curto período de tempo, o qual não foi especificado.

Na última semana, uma ordem judicial levou à prisão do vice-presidente do Facebook na América Latina, Diego Dzodan, devido à falta de cooperação do WhatsApp em uma investigação sobre tráfico de drogas. A rede social lamentou o pedido e o próprio mensageiro disse ter uma operação independente da rede social, apesar de ter sido adquirido por ela em 2014.

Fontes: WhatsApp, UOL Tecnologia

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