Jovem difamada no WhatsApp processa "amigo" e ganha R$ 10 mil em indenização

Por Redação | em 20.01.2017 às 19h23

Mulher triste

Mais um caso de difamação no WhatsApp entra para a conta do Brasil: um homem de 28 anos começou a postar, em um grupo no aplicativo, várias mensagens que denegriam a imagem de uma jovem de 21. Sentindo-se completamente lesada, a mulher resolveu processar o "amigo" e o caso foi parar na 24ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo. 

Segundo o desembargador Silvério da Silva, ele "abalou a honra" da jovem, utilizando várias mensagens de texto e áudio. Em defesa, os advogados do acusado tentaram entrar com um recurso, dizendo que tudo havia sido forjado, mas sem sucesso. O homem acabou sendo condenado por difamação e danos morais, e disse ao final do julgamento que vai fazer o pagamento da indenização e "resolver o caso". 

O caso

O grupo no qual as mensagens foram postadas era formado por 17 homens. Nele, o acusado afirmava que mantinha relações sexuais com a garota, tendo tirado a virgindade dela. Segundo a vítima, eles nunca tiveram nenhum contato do tipo, afirmando que ele eles eram apenas amigos eu que ele "nunca demonstrou segundas intenções." 

Ela conta que no grupo o homem mantinha uma imagem falsa de que ambos levavam um relacionamento "proibido", escondido de todos. A jovem só ficou sabendo do teor da conversa quando uma amiga sua começou a se relacionar com um dos membros do grupo, que mostrou as mensagens. "Eu me senti a pior pessoa do mundo, e [sentia] que todos estavam rindo por trás de mim", lembra. 

Depois de averiguar o caso, Silvério da Silva afirmou que o linguajar do acusado nas mensagens era "vulgar" e que ele teria, inclusive, ofendido a mãe e a irmã da vítima. "Ele disse que viu minha irmã pelada e que minha mãe pegou a gente transando lá em casa", revela a mulher. 

O caso, que já começou grave, ficou pior para o difamador quando vários participantes do grupo resolveram testemunhar em favor da moça. Para a vítima, a má fé do homem resultou em um pesadelo. "As mensagens chegaram a conhecimento de todos os círculos sociais da autora; e que observaram, pessoalmente ou por meio de outras pessoas, que a autora deixou de ir à faculdade e de sair de casa, após o abalo sofrido por ter sabido das mensagens difamatórias", aponta relatório do TJ. 

Ainda de acordo com o desembargador, "aparentemente, e de maneira injustificada, o réu teve o intuito de prejudicar a reputação da autora. Não se demonstrou nos autos que autora e réu tenham tido algum relacionamento anterior, onde tenha restado mágoa ou ressentimento por parte do réu que o tenha levado a praticar tais atitudes". 

Antes de levar o caso à justiça, a vítima conta que até tentou se retratar com o homem na base da conversa, o que não foi possível. Ela chegou a entrar em contato com a família dele para que ele admitisse que tudo não passava de boato, mas detalha que a "mãe dele disse que era tudo mentira o que os amigos dele estavam falando, e que não iria fazer nada". Mesmo depois disso, o homem continuou com as difamações no grupo, o que levou a vítima a procurar um advogado. 

Após avaliação dos perfis sócio-econômicos da autora do processo e do acusado, o advogado dela definiu o valor da indenização em R$ 10 mil. 

Com informações de UOL Notícias

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