John McAfee diz ter hackeado criptografia do WhatsApp

Por Redação | em 16.05.2016 às 13h35

John McAfee

John McAfee está de volta às manchetes com mais uma excentricidade. Desta vez, o especialista em segurança e criador de um dos antivírus mais conhecidos do mundo – que não está mais sob seu controle – afirma ter encontrado um método para hackear a criptografia do WhatsApp no Android. Para comprovar seu feito, ele estaria oferecendo provas a diversos veículos da imprensa internacional, mas a maioria deles não parece estar disposto a seguir com a história.

A oferta de McAfee consiste em um elaborado esquema. Ele enviaria dois celulares da Samsung, lacrados, para os repórteres, e John, à distância e por meio de uma ligação do Skype, leria o conteúdo da comunicação entre os aparelhos. Tudo seria feito com a assistência da empresa de segurança do especialista.

Levando em conta o histórico de bravatas e excentricidades de McAfee, entretanto, a imprensa não comprou a ideia logo de início, e tentou checar a informação com mais fontes. Um especialista em segurança contatado pela reportagem, chamado Dan Guido, indicou aos jornalistas que seguissem adiante com a demonstração, mas somente se ela fosse feita a partir de aparelhos adquiridos pelos próprios jornalistas, uma vez que o plástico que envolve smartphones novos pode ser burlado caso os smartphones sejam fornecidos pelo próprio especialista. Ele não se pronunciou sobre a possibilidade de exibir a façanha desta maneira.

A história mudou dias depois, quando chegou até Moxie Marlinspike, um dos desenvolvedores responsáveis pelo sistema de segurança do WhatsApp. Ele disse ter entrado em contato com o próprio McAfee, e ele teria admitido que a falha, na verdade, não estaria no mensageiro, mas sim, no Android, explorada por meio da instalação de um malware. 

Essa ideia foi corroborada, depois, em uma entrevista dada pelo especialista. De acordo com ele, o sistema operacional do Google seria o responsável por oferecer a brecha que permitiria a interceptação e acesso às mensagens e dados trafegados pelo aplicativo. McAfee, inclusive, disse já ter entrado em contato com a empresa com relação a isso, mas ainda não recebeu resposta. Sendo assim, também não revelaria detalhes da brecha à imprensa, uma vez que ela ainda não estaria sendo utilizada por hackers com intenções maliciosas.

Mesmo assim, McAfee afirma que a proposta ainda está de pé e não voltou atrás em suas alegações de que existe, sim, uma vulnerabilidade no WhatsApp, mesmo que apenas no Android, e por culpa do Google. Ele admitiu, inclusive, que os aparelhos que seriam enviados aos jornalistas teriam sido manipulados anteriormente, para instalação do malware. Para ele, a imprensa estaria perdendo o ponto: não se trata de “o que” está rodando, mas como tal praga virtual age e de que maneira ela foi instalada no sistema operacional, no que ele define como uma falha grave em sua estrutura.

A desconfiança da imprensa em relação às alegações de John McAfee tem razão de ser. Além de ser reconhecido mais pelas polêmicas dos tempos recentes, o especialista, que também é candidato independente à presidência dos Estados Unidos, afirmou no início do ano que seria capaz de quebrar a criptografia do iOS, conforme o governo americano vinha pedindo por vias judiciais à Apple. Mais tarde, entretanto, ele admitiu ter mentido como forma de atrair a atenção do público a um de seus projetos de governo, que prevê um grande foco na área de vigilância e segurança digital, que ele considera “falidas” em seu estado atual.

Fonte: Gizmodo

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