Uber vai criar fundo de US$ 3 milhões para defender motoristas imigrantes

Por Redação | em 30.01.2017 às 14h17

Uber

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está conseguindo mobilizar diversos gigantes da tecnologia – mas de uma maneira que não favorece o político. Depois de empresas como Google e Facebook terem se manifestado contra a determinação que impede a entrada de imigrantes nos EUA, chegou a vez da Uber mostrar apoio aos motoristas vindos de outros países.

Por meio de um e-mail enviado pelo fundador da empresa, Travis Kalanick, no último domingo (29), a Uber disse que pretende criar um fundo de US$ 3 milhões que será usado para defesa legal dos seus motoristas com serviços de imigração. Além disso, a empresa também diz que oferecerá suporte jurídico 24 horas por dia e 7 dias por semana aos colaboradores que estão tentando voltar para o país.

A empresa também alega que vai compensar os motoristas afetados por seus ganho perdidos. "Isso vai ajudá-los a dar suporte para suas famílias e colocar comida na mesa enquanto eles são proibidos de voltar aos EUA", explicou o CEO Kalanick.

As medidas de auxílio será aplicadas aos condutores que são cidadãos do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria ou do Iêmen e vivem nos EUA, mas deixaram o país e não poderão regressar ao país durante 90 dias graças à medida assinada por Trump. Durante todo este período, o governo vai avaliar se informações suficientes estão sendo pedidas nas fronteiras, para decidir se tais imigrantes representam mesmo uma ameaça ou não.

A carta aberta da Uber para seus motoristas imigrantes foi publicada em meio a uma polêmica envolvendo o nome da empresa. No último final de semana, uma campanha no Twitter foi divulgada para tentar boicotar o serviço de transporte particular, acusado de apoiar Trump.

As hashtags #DeleteUber e #BoycottUber não pararam de circular após o Uber continuar funcionando durante uma onda de manifestações contra a restrições aos imigrantes nos EUA. Na ocasião, taxistas de Nova York decidira parar de levar pessoas ao aeroporto durante uma hora.

A concorrente da Uber no segmento de compartilhamento de corridas, Lyft, também anunciou que irá doar US$ 1 milhão à União Americana das Liberdades Civis nos próximos quatro anos para combater o que eles consideraram uma "medida antiética".

"Banir pessoas de uma religião, credo, raça, etnia ou sexualidade específica de entrar nos Estados Unidos é antiético tanto para a Lyft quanto para os valores que fundamentam nossa nação", disse a empresa em comunicado oficial. Já o Google fará uma doação direta de US$ 2 milhões para o fundo, enquanto seus funcionários farão uma espécie de "vaquinha" para contribuir com os US$ 2 milhões restantes.

Fonte: Uber

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