Uber estaria cobrando mais em rotas “populares”

Por Redação | em 22.05.2017 às 10h27

Uber

O sistema de tarifas e pagamentos da Uber nunca foi algo simples, funcionando com base na distância, tempo, demanda e disponibilidade de carros. Mas, agora, a empresa adicionou mais um fator a essa equação, com tarifas maiores em rotas “populares” e muito utilizadas, tanto por um usuário específico quanto por uma porcentagem de utilizadores.

A decisão é polêmica e deve azedar ainda mais a relação entre a empresa e seus colaboradores, principalmente porque esse adicional não estaria sendo repassado a motoristas. Em vez disso, o montante seria utilizado pela própria Uber em outras promoções envolvendo, por exemplo, a categoria POOL, de forma a incentivar o compartilhamento de caronas e aumentar os pagamentos em tais corridas.

Em um exemplo, o total de uma chamada compartilhada pelo UberPOOL, para o usuário, seria de US$ 8, enquanto o motorista teria recebido a tarifa tradicional de US$ 10 pelo transporte. Seria uma forma de reduzir a insatisfação de quem dirige com a imposição das corridas compartilhadas, que muitos afirmam não valer a pena devido aos baixos valores e, normalmente, grandes distâncias pedidas pelos utilizadores.

De acordo com a Uber, que confirmou as mudanças, todo o sistema é feito de forma automatizada por meio dos algoritmos da companhia, que usam machine learning para entender melhor o comportamento dos usuários. Além de tentar equilibrar a balança, a inteligência artificial também busca saber por quais rotas os passageiros estariam dispostos a pagar mais, de forma a criar indicações para motoristas. Assim, o tempo de espera por carros seria reduzido, ao mesmo tempo em que aumenta a lucratividade de quem está atrás do volante.

A nova forma de calcular preços, entretanto, ainda estaria em fase de testes, sendo aplicada somente em 14 cidades dos Estados Unidos. A Uber não revelou os locais do experimento, mas um dos requisitos indispensáveis, claro, é a coexistência entre as modalidades X e POOL, das quais os mesmos veículos fazem parte. Os motoristas não têm a opção de aceitar corridas apenas de uma delas.

Um sistema semelhante já vem sendo aplicado pela Uber desde o ano passado, gerando reclamações de motoristas sobre a incompatibilidade entre o que é pago por passageiros e o repasse feito a eles. Mais uma vez, de acordo com a empresa, se trataria de uma forma de buscar equilíbrio, garantindo ganhos consistentes para quem dirige – e impedindo que eles sigam para a concorrência – ao mesmo tempo em que se reduzem as tarifas para passageiros.

Fontes: Bloomberg, Business Insider

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