Uber e 99 desistem de acordo com prefeito de SP durante greve

Por Redação | em 28.04.2017 às 09h06

Uber

A parceria entre o prefeito de São Paulo, João Doria, e aplicativos de transporte como Uber e 99 não foi adiante. A administração havia anunciado que os serviços dariam corridas gratuitas aos funcionários públicos nesta sexta-feira (28) para que eles pudessem trabalhar durante a greve geral. Ambas, entretanto, recuaram na última hora e o serviço não mais será oferecido. Ainda não se sabe o que levou à desistência dos serviços.

Enquanto as companhias não se pronunciaram sobre o assunto, a prefeitura de São Paulo disse apenas que não foi possível obter a gratuidade. Entretanto, lembrou que as empresas se dispuseram a oferecer descontos para todos os usuários durante o dia de greve, estendendo uma ação que, antes, estaria restrita apenas ao funcionalismo público – algo que, afirma a administração, só aconteceu devido à iniciativa de Doria.

Nesta sexta-feira, tanto 99 quanto Uber estão oferecendo descontos de R$ 20 em duas corridas – sendo a última apenas na modalidade POOL e durante o horário de pico, entre 7h e 16h ou das 16h às 20h). Já o Cabify mantém a parceria que ocorria desde o início da semana, com 20% de desconto nas corridas realizadas na capital paulista e revertendo R$ 0,50 de cada corrida ao Hospital do Câncer de Barretos.

O plano original de Doria era que os aplicativos fizessem uma espécie de doação à prefeitura, com os motoristas transportando os funcionários públicos e sendo reembolsados por isso. Uma ficha cadastral para os interessados em utilizar o serviço foi liberada na noite de quarta (26), mas acabou vazando na internet, gerando cadastros falsos e atrapalhando a parceria. Além disso, o sindicato dos motoristas também declarou adesão à greve, fazendo pressão com seus 129 mil trabalhadores.

A admissão de fim da parceria teria vindo na noite desta quinta-feira (27), quando a prefeitura emitiu novo comunicado aos servidores indicando alternativas. Além de indicar os descontos em andamento pelos aplicativos, também citou a busca por colegas que morem nas proximidades para organização de caronas e um possível uso da frota de veículos das secretarias para transporte.

A greve geral convocada para esta sexta tem abrangência nacional e serve como forma de protesto contra as reformas trabalhistas, que pretendem flexibilizar a relação entre funcionários e empregadores. Entre as medidas mais polêmicas estão a possibilidade de terceirização em qualquer tipo de atividade e o peso maior dado a convenções coletivas, acima da própria legislação.

Fonte: Folha de S.Paulo

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