Motoristas do Uber protestam contra baixa remuneração nos EUA

Por Redação | em 29.11.2016 às 10h14

Uber protesto

Nesta terça-feira (29), as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos foram tomadas por motoristas do Uber que protestam contra os cortes nas tarifas do serviço e o aumento das taxas. Eles se reuniram em frente à sede da empresa em São Francisco, Califórnia. O Uber se recusou a comentar sobre os protestos.

Os motoristas se uniram a outro protesto que já acontecia no país, liderado por trabalhadores de aeroportos, redes de fast-food e home care que exigem salários mais altos. Eles estão espalhados por mais de 20 cidades norte-americanas, incluindo Boston, Chicago, Los Angeles e São Francisco.

"Eu gostaria de um pagamento justo pelo meu trabalho duro", disse Adam Shahim, um motorista de 40 anos de idade que atua em Pittsburgh, Califórnia. "Então, eu estou me juntando com os trabalhadores de fast-food, home care, aeroporto e ensino superior que estão liderando o caminho e que mostrando ao país como construir uma economia que funcione para todos, não apenas aos poucos que estão no topo."

No entanto, ao contrário de outros trabalhadores envolvidos no protesto de hoje, os motoristas do Uber não são membros de um sindicato. Na verdade, eles sequer são classificados como funcionários da empresa, uma vez que o aplicativo os trata como parceiros independentes. Isso significa que a Uber não é responsável por benefícios como plano de saúde, licenças remuneradas, manutenção do carro, entre outros custos.

Avaliada em US$ 68 bilhões, a Uber é considerada a startup mais valiosa do mundo. Mas o corto no preço das corridas para competir com táxis tradicionais indica que o aplicativo está com dificuldades para aumentar seu lucro.

A empresa alega que seus motoristas podem ganhar até US$ 30 por hora, mas a maioria dos trabalhadores diz que fazem muito abaixo deste número. Porém, um relatório divulgado em junho pelo Buzzfeed mostrou que motoristas de áreas urbanas, como Detroit e Houston, fazem menos de US$ 13,25 por hora, em média.

Em outubro deste ano, motoristas do Uber no Reino Unido conseguiram uma vitória histórica na justiça e agora serão aptos a receber salário mínimo, folgas remuneradas e outros benefícios relacionados ao vínculo trabalhista. A decisão foi emitida pela Justiça do Trabalho em um tribunal de Londres e garantiu que os motoristas sejam considerados empregados da companhia, em vez de profissionais autônomos.

No entanto, o Uber já disse que vai apelar da decisão, alegando que a "esmagadora maioria" dos motoristas que usam o aplicativo querem manter a liberdade e flexibilidade de trabalharem quando quiserem, por conta própria e sem patrão.

Via CNET

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