Twitter bane perfis de membros de grupo de supremacia branca dos EUA

Por Redação | em 16.11.2016 às 09h51 - atualizado em 17.11.2016 às 20h57

Twitter

Logo após o anúncio de que começaria a implementar novas ferramentas para ajudar usuários a combater mensagens abusivas e conteúdo ofensivo na plataforma, o Twitter começou a suspender perfis de membros do movimento supremacista branco de direita dos Estados Unidos, o alt-right.

De acordo com o USA Today, um dos perfis apagados foi o de Richard Spencer, líder do National Policy Institute (NPI), uma organização que afirma se preocupar com pessoas "de descendência europeia nos Estados Unidos e ao redor do mundo".

Spencer apelou ao YouTube para reclamar da suspensão, em um vídeo com o título "The Knight of Long Knives" ("O Cavalheiro das Facas Longas", em português), em referência ao episódio da "Noite das Facas Longas" ("The Night of Long Knives"), quando entre junho e julho de 1934, uma série de expurgos de líderes do partido Nazista na Alemanha ajudou Adolf Hitler a consolidar seu poder no país.

"Eu estou vivo fisicamente, mas digitalmente houve execuções em toda a alt-right", afirma Spencer no vídeo. Outros membros conhecidos do grupo, como Paul Town, Pax Dickinson, Ricky Vaughn e John Rivers, também tiveram suas contas suspensas.

O grupo agora considera migrar para a plataforma Gab, outro serviço de micro-blogging que permite postagens de até 300 caracteres e possui regras mínimas para bloqueio de conteúdo.

Apesar de defender abertamente ideias racistas de supremacia branca, a alt-right ganhou projeção nos Estados Unidos durante a campanha presidencial deste ano, apoiada principalmente no discurso de ódio próximo ao do presidente eleito Donald Trump e nas redes sociais.

O Twitter não comentou o episódio, citando razões de "privacidade e segurança", mas tem se esforçado nos últimos meses a tentar coibir condutas do tipo na plataforma.

Através de uma nova ferramenta direta para comunicar comportamentos abusivos, o serviço espera melhorar sua capacidade de processar denúncias e a reduzir a pressão sobre vítimas de abuso, fortalecendo a cultura de apoio coletivo na plataforma.

Em julho, a rede social já havia começado o processo de banimento de perfis ofensivos, como foi o caso de Milo Yiannopoulos, editor do site conservador Breitbart que usou a plataforma para promover uma campanha de comentários racistas e machistas anônimos contra a atriz Leslie Jones, de Caça-Fantasmas.

Fonte: USA Today

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