Tim Cook é contra enfraquecimento da criptografia em prol da segurança nacional

Por Redação | em 15.01.2016 às 10h03

Tim Cook

Na semana passada, diversos representantes do governo norte-americano e executivos de empresas de tecnologia do Vale do Silício se reuniram para debater a possibilidade de dificultar a vida de grupos terroristas no que diz respeito a comunicação. O CEO da Apple, Tim Cook, mostrou desde o início que é contra o enfraquecimento da criptografia em dispositivos eletrônicos.

De acordo com um relatório, Cook havia dito para a Casa Branca que "não haveria backdoors" em relação a criptografia. Em outras palavras, o CEO disse que não disponibilizaria nenhuma porta de entrada ou falha para que o governo pudesse ter acesso a dados de usuários em seus dispositivos. Agências da lei, especialmente o FBI, clamaram por políticas de enfraquecimento da criptografia que possibilitem o acesso a dados protegidos através de backdoors ou softwares espiões.

Em resposta, a procuradora-geral Loretta Lynch disse que um equilíbrio deve ser atingido entre a privacidade pessoal e a segurança nacional. O diretor do FBI, James Comey; a conselheira antiterrorismo, Lisa Monaco; o chefe de gabinete da Casa Branca, Denis McDonough; o diretor nacional de inteligência, James Clapper; e o diretor da Agência de Segurança Nacional, Mike Rogers, estavam presentes na reunião.

Autoridades do governo afirmam que a forte criptografia utilizada por empresas como Apple e Google facilitam a comunicação de criminosos e terroristas. Cook mantém uma posição firme sobre a questão, dizendo que "qualquer backdoor existente significa um backdoor para os bandidos, bem como bons rapazes". A Apple introduziu um protocolo de criptografia de dados quase impenetrável no iOS 8 e nem ela própria é capaz de quebrar mesmo com mandados judiciais.

A reunião aconteceu apenas três meses após a controversa Lei de Partilha de Informação de Segurança Cibernética (CISA), que permite que as empresas privadas compartilhem dados de clientes com agências governamentais, incluindo o Departamento de Segurança Interna e a NSA. Empresas de tecnologia, incluindo a Apple, contestaram a lei alegando que a CISA desconsidera a privacidade do usuário.

Via Apple Insider

Assine nosso canal e saiba mais sobre tecnologia!
Leia a Seguir

Comentários

Newsletter Canaltech

Receba nossas notícias por e-mail e fique
por dentro do mundo da tecnologia!

Baixe já nosso app Fechar

Novidade

Extensão Canaltech

Agora você pode ficar por dentro de todas as notícias, vídeos e podcasts produzidos pelo Canaltech.

Receba notificações e pesquise em nosso site diretamente de sua barra de ferramentas.

Adicionar ao Chrome