Startup paulista cria assistente virtual para recomendação de eventos e produtos

Por Redação | em 16.02.2016 às 08h48

Smarters

Assistentes virtuais não são mais novidade há alguns anos. Desde o lançamento da Siri pela Apple, em 2011, a corrida dos assistentes teve início e praticamente todas gigantes da tecnologia criaram suas próprias tecnologias - que apesar de bem diferentes entre si, têm como objetivo geral tornar as tarefas do dia-a-dia mais ágeis e simples.

Mas isso não significa que já não existam mais empresas interessadas em explorar o mercado emergente de inteligência artificial: seja através da criação de soluções de nicho ou de serviços que realizem tarefas que a Siri, Google Now ou Cortana ainda não são capazes, um número grande de empresas ainda está desenvolvendo novidades no setor.

É o caso da startup paulista Smarters, criada há pouco mais de dois anos para desenvolver um novo assistente virtual focado em descobrir "oportunidades" para seus usuários, dando recomendações personalizadas de ofertas, produtos, serviços e eventos.

"Nós não consideremos assistentes virtuais como a Cortana, Siri, Google Now ou Echo similares ao Smarters. A grande função desses assistentes é solicitações de forma reativa: você pede para fazer uma ligação, ver a sua agenda ou e-mail", comentou o cofundador Pietro Bujaldon. "O que a gente quer é interagir com as pessoas para que elas não percam oportunidades".

Lançada em fase Beta na web em janeiro, a plataforma simula um chat em texto com quatro personalidades virtuais diferentes, chamadas de "agentes", que conversam com o usuário para receber pedidos de indicações e dar alertas proativos sobre tudo que está acontecendo e possa ser de interesse: desde shows, novas séries e filmes até sugestões de restaurantes e promoções de produtos e serviços.

Para ter acesso às preferências e gostos de cada usuário, o sistema utiliza APIs e a autenticação através do Facebook, o que permite criar um "perfil" de recomendações de acordo com o que a pessoa curte ou faz na rede social. 

"Quando essas informações caem no nosso algorítimo, ele cria um perfil psicológico e comportamental da pessoa. Além disso, nós também temos robôs que buscam a Internet por oportunidades", explicou Bujaldon. "Então, nossa tecnologia qualifica e equaliza essas oportunidades e calcula um match de acordo com o perfil montado da pessoa".

Além do Facebook, a empresa deve adicionar a autenticação através de outras redes sociais para expandir as fontes de dados utilizados para recomendações. Assim como outros serviços semelhantes, o Smarters também aprende passivamente com as interações do usuário no dia-a-dia, afinando ainda mais as recomendações e sugestões apresentadas. O usuário pode ainda escolher fazer suas próprias indicações: se não gostar de alguma marca, por exemplo, é possível excluí-la da sua lista de sugestões do serviço e ela não voltará a aparecer entre as recomendações.

Apesar de se abastecer com informações já disponíveis no Facebook do usuário, a empresa admite armazenar os dados na plataforma para a criação dos perfis e das "oportunidades" personalizados. Segundo Bujaldon, os dados permanecem anônimos e não podem ser ligados diretamente com o usuário. "Se você criar um perfil no Facebook para seu cachorro e logar na plataforma, eu não tenho como saber que é um cachorro. É só mais um perfil", afirma o cofundador.

Apesar de ter sido lançado, o serviço ainda não está completo e os assistentes virtuais ainda engasgam e sofrem um pouco para identificar todas as frases do usuário. Nos testes que fizemos por aqui, "Oops, não entendi o que quis dizer" foi uma frase recorrente no chat com os agentes, que não entenderam os nossos pedidos várias vezes.

De acordo com Bujaldon, a inteligência artificial já compreende 70% das interações e o time está trabalhando em ajustes antes do lançamento oficial do produto. A expectativa é que os usuários da fase Beta da plataforma também ajudem o sistema a ficar mais inteligente, ampliando o número de expressões e palavras compreendidas pelos assistentes com o uso no dia-a-dia.

A startup está agora passando por um processo de aceleração junto à Move2 The Next Level, do cofundador do Buscapé Ronaldo Takahashi, com um investimento não revelado de seis dígitos para o desenvolvimento do produto. A versão final da plataforma deve ser lançada ainda neste ano para Android e iOS, mas não há uma data confirmada para a chegada do serviço. Para quem quiser testar a plataforma sem passar pela fila de espera, basta usar o código "Canaltech" e se cadastrar neste link.

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