Game satiriza cultura do empreendedorismo do Vale do Silício

Por Redação | em 04.02.2017 às 11h25 - atualizado em 04.02.2017 às 12h16

The Founder

Centro global da inovação e de ideias transformadoras ou um ralo de dinheiro recheado de empreendedores que só querem fazer a maior fortuna no menor tempo possível? Essa é uma dicussão que ronda o Vale do Silício há tempos e agora retorna à pauta na forma de um web game gratuito que coloca o jogador na pele de um CEO de uma startup, p obrigando a enfrentar decisões que essas empresas lidam diariamente na região – e, é claro, mostrando as implicações éticas destas escolhas.

Criado pelo designer Francis Tseng, The Founder foi lançado oficialmente nesta semana após uma campanha bem-sucedida no Kickstarter e mistura elementos de jogo de títulos como The Sims a críticas pesadas à indústria de tecnologia, ao Vale do Silício e sua cultura.

Ambientado no pós bolha "dot-com" de 2001, o jogo começa com a escolha de um nome, co-fundador e locação de sua startup, que logo já é incentivada a se expandir incessantemente. A partir daí, o game leva o jogador a criar seus próprios produtos, disputar por market share com concorrentes e continuar evoluindo sua startup, seja através do marketing, redes sociais ou e-commerce.

O título, no entanto, é particularmente interessante para quem já está envolvido no meio empreendedor. Repleto de jargões do setor, The Founder caçoa constantemente da mentalidade de expansão contínua do Vale do Silício e de outras cenas globais de startup, sempre lembrando o jogador dos resultados financeiros de sua empresa. E, é claro, se os resultados não agradarem, pode ter certeza que o conselho de investidores vai te chutar da posição de CEO.

A primeira sede de sua startup, é claro, é a sala de sua casa (Foto: reprodução/The Founder)

Responder a acusações do público sobre violações de privacidade; fazer lobby junto ao governo; resolver problemas com fornecedores; sonegar impostos; pesquisar computação em nuvem, impressão 3D e blockchain – vários dos elementos de uma empresa moderna estão no game. E conforme o jogador progride, o nível das tecnologias também aumenta: de exploração espacial a fabricação de armas e clonagem, sua startup pode evoluir em direções cada vez mais estranhas.

Em uma entrevista ao Fast Company, Tseng, que trabalhou com empresas do Vale, destacou que a ideia por trás de The Founder era mostrar os "aburdos do Vale do Silício", que pode ser um local sinistro na forma como opera, apesar de todo o talento e inovação que concentra.

"Você tem que manter expandindo o lucro. E conforme o tempo passa, fazer isso torna-se mais e mais difícil, conforme você satura todos os mercados e continua a construir novos produtos", explicou o desenvolvedor. "Minha esperança é que, em algum momento, o jogador perceba 'este não é um mundo em que eu gostaria de viver'".

Via: The Verge, Fast Company

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