PowerShell, da Microsoft, agora é open source e ganha versão para Linux

Por Redação | em 18.08.2016 às 17h42

Microsoft PowerShell

Os tempos estão mudando. Após apresentar suporte para o Bash, a ferramenta de linhas de comando do Linux, a Microsoft agora anuncia que vai abrir os códigos do PowerShell, o seu sistema próprio de execução de comandos mais poderoso do que o cmd.exe, o tradicional “prompt de comando do Windows”.

E mais do que isso: a gigante do software anunciou nesta quinta-feira (18) que o PowerShell, ferramenta desenvolvida em .NET, estará disponível também para Linux, e tudo já pode ser baixado gratuitamente por meio da página oficial do programa no GitHub. Em suma, a Microsoft “se rende” ao open source e, de quebra, estende as suas próprias soluções para o sistema do pinguim.

Este não é o primeiro movimento da MS neste sentido. Recentemente, a companhia já havia liberado os códigos do .NET a fim de torná-lo colaborativo e multiplataforma. Além disso, a empresa anunciou nos últimos meses uma parceria com a Red Hat e também lançou um editor de códigos gratuito e aberto para Mac, Linux e Windows, o Visual Studio Code.

A novidade foi anunciada hoje pelo técnico do Microsoft Enterprise Cloud Group Jeffrey Snover, em postagem feita no blog oficial da plataforma Azure, da MS. “Os consumidores de hoje vivem em um mundo multiplataforma, multinuvem e de múltiplos sistemas operacionais — esta é a realidade”, escreve o especialista. “A Microsoft trabalha de forma ampla para oferecer ferramentas de gerenciamento que dão aos clientes a capacidade de gerenciar qualquer plataforma, de qualquer lugar, a partir de qualquer dispositivo, usando Linux ou Windows.”

Várias intenções

Um olhar mais desatento pode imaginar que a Microsoft está interessada, de fato, em um mundo aberto. Porém, como deixa claro a abordagem de Jeffrey Snover no blog do Azure, a intenção da MS é ampliar a sua presença no mercado de desenvolvimento. No texto, o técnico conta a história de um cliente que adorou o Monad (antecessor do PowerShell), porém não poderia usá-lo para padronizar a sua área de desenvolvimento porque a plataforma .NET não estava disponível para Linux.

Sendo este um setor no qual o Linux e as soluções open source são amplamente presentes, nada mais justo (do ponto de vista de modelo de negócios) que a Microsoft altere algumas de suas políticas tradicionais quanto a licenciamento. Ou seja, no melhor estilo “se não pode vencê-los, junte-se a eles”, a MS para de “combater” o Linux e o open source para fornecer soluções também neste âmbito — vale lembrar que, em 2014, Satya Nandella, o presidente da empresa, disse que a “Microsoft ama o Linux”.

“A Microsoft quer atender às preferências dos seus consumidores em relação às plataformas de execução de todos os seus workloads — tanto Linux quanto Windows”, prossegue Snover em sua longa explicação sobre esta nova fase do PowerShell e, por que não dizer, da Microsoft.

Fonte: Microsoft

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