Quantidade de malwares para dispositivos móveis triplicou em 2015

Por Redação | em 10.03.2016 às 13h52

Vírus

As ameaças virtuais não estão apenas cada vez mais elaboradas, mas também aparecem em um volume maior. De acordo com um relatório divulgado pela Kaspersky, responsável pelo antivírus homônimo e uma das mais conceituadas companhia de segurança digital do mundo, o número de malwares existentes para dispositivos móveis praticamente triplicou entre 2014 e 2015. Além disso, no ano passado, também foi percebido um aumento considerável na quantidade de ataques em que hackers sequestram dados e só os liberam por meio do pagamento de um resgate — cinco vezes mais do que em 2014.

Em termos numéricos, a quantidade de aplicativos maliciosos para smartphones e tablets cresceu de 295.539 em 2014 para 884.774 em 2015. Já a quantidade de sequestros de dados, ataque conhecido pelo termo ransonware, foi de 18.478 para 94.344 no mesmo período. O avanço deste tipo de ação indica que os cibercriminosos começam a ver mais vantagem em forçar o usuário a pagar uma quantia para ter seu aparelho e seus arquivos de volta do que um vírus “simples” que vai roubar senhas. Acredita-se que em 2016 o ransomware continuará aumentando tanto em quantidade quanto em complexidade de seus códigos.

Outro alvo constante em 2015 foi o mobile banking, com casos cada vez mais complexos, apesar do menor número de modificações encontradas nestes malwares. Um dos problemas encontrados pelos pesquisadores foi a possibilidade de hackers atacarem pessoas de vários países diferentes com o mesmo app malicioso, como o trojan Acecard, capaz de atacar usuários de dezenas de bancos e serviços da web.

“Conforme os dispositivos móveis se tornam cada vez mais práticos, os cibercriminosos desenvolveram ataques mais sofisticados para tentar roubar o dinheiro dos usuários”, comenta o analista sênior de malware da Kaspersky Lab no Brasil, Fabio Assolini. “Para ficar seguro, não deixe de usar uma solução antimalware para dispositivos móveis de confiança. Lembre-se de que é melhor prevenir a ameaça do que lidar com os prejuízos após uma infecção”, recomenda.

Publicidade invasiva: a grande vilã

Ainda segundo o relatório do Kaspersky, quase a metade dos 20 principais trojans de 2015 eram disseminados por meio de publicidade invasiva em dispositivos móveis, representada por banners maliciosos, jogos infectados e outros aplicativos publicado nas lojas oficiais de cada plataforma. 

Houve até mesmo registro de casos em que o app malicioso foi incluído como software pré-instalado pela fabricante do dispositivo no sistema operacional. Um ponto alarmante identificado pelos pesquisadores foi a capacidade que estes malwares têm de assumir status de administrador nos aparelhos infectados. Com isso, os invasores conseguem realizar alterações profundas nas configurações do aparelho, bem como ter acesso irrestrito às informações ali armazenadas.

Assine nosso canal e saiba mais sobre tecnologia!
Leia a Seguir

Comentários

Newsletter Canaltech

Receba nossas notícias por e-mail e fique
por dentro do mundo da tecnologia!

Baixe já nosso app Fechar

Novidade

Extensão Canaltech

Agora você pode ficar por dentro de todas as notícias, vídeos e podcasts produzidos pelo Canaltech.

Receba notificações e pesquise em nosso site diretamente de sua barra de ferramentas.

Adicionar ao Chrome