Polícia utiliza impressão 3D de digitais para desbloquear smartphones nos EUA

Por Redação | em 21.07.2016 às 21h28

Certificado digital

O acesso a informações armazenadas em dispositivos móveis tem gerado muitas polêmicas nos últimos meses. Cada vez mais as fabricantes de smartphones estão investindo na segurança e privacidade de seus usuários, o que não está agradando as autoridades, que entendem isto como um fator de dificuldade para a aplicação da lei.

Para contornar o problema dos sensores biométricos dos aparelhos, a polícia norte-americana começou a solicitar que um laboratório desenvolva cópias 3D das impressões digitais de donos de smartphones que possam ser utilizadas para o desbloqueio dos dispositivos. Apesar da novidade ainda não ter se mostrado funcional, a questão tem levantado uma série de críticas e preocupações sobre a privacidade dos usuários.

O trabalho está sendo desenvolvido pelo professor da Universidade do Estado de Michigan, Anil Jain, que foi abordado por policiais que precisavam de impressões digitais de uma vítima de assassinato para que seu telefone pudesse ser acessado. Segundo os agentes, o aparelho poderia conter informações importantes para chegar ao assassino.

Para o desenvolvimento da técnica, a polícia forneceu as impressões digitais para o laboratório de Jain, onde um de seus alunos de doutorado, Sunpreet Arora, transformou-as em réplicas 3D. Como qualquer dedo poderia ser utilizado para bloquear o telefone, a equipe teve que recriar todos os dez dígitos, de modo que cada um pudesse ser testado.

Para trabalhar com os circuitos de sensor de impressão digital do telefone, Arora adicionou uma camada de partículas metálicas para as digitais impressas em 3D. Ainda não se sabe se as cópias das impressões digitais irão desbloquear o telefone, já que o processo ainda está em andamento, porém muitos estão preocupados com a repercussão que a tecnologia pode ter.

A principal questão de preocupação com a privacidade que os críticos têm expressado é de que a aplicação da lei possa um dia ser capaz de usar as impressões digitais de um suspeito vivo para acessar seu telefone. Assim, qualquer pessoa que esteja sendo acusada poderá ter suas informações disponíveis, já que, ao menos teoricamente, tudo o que será necessário para isso será uma ordem judicial autorizando o acesso. Qual é a sua opinião?

Fonte: SlashGear

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