Pesquisa revela que 73% dos cibercriminosos procuram alvos mais "baratos"

Por Redação | em 02.02.2016 às 13h55

hacker

Insistir por semanas tentando atacar o mesmo alvo não é o principal objetivo dos cibercriminosos. É o que revela um estudo da Palo Alto Networks, que constatou que os ladrões digitais, ao mesmo tempo em que procuram direcionar aplicações maliciosas para vítimas mais vulneráveis, também esperam ver os resultados desses ataques mais rápidos.

O relatório, intitulado Flipping the Economics of Attacks, verificou que 72% dos infratores não vão investir em ataques que não produzirão informações de alto valor em um curto período de tempo. Em média, um cibercriminoso desiste de prosseguir com seu ataque cerca de uma semana (209 horas) após ter direcionado a brecha de segurança à vítima. No geral, ataques contra sistemas considerados comuns levam 70 horas para serem concluídos, contra 147 horas de mecanismos mais robustos.

Outros 73% dos bandidos procuram alvos fáceis e "baratos". Por este motivo, o cracker recebe aproximadamente US$ 30 mil por ano em decorrência de suas atividades ilícitas, valor equivalente a apenas um quarto do salário médio anual de profissionais que trabalham na área de segurança cibernética.

"Os custos de computação diminuíram, e o mesmo aconteceu com os custos dos cibercriminosos para que se infiltrem em uma organização, o que contribui para o aumento do volume de ameaças e violações de dados", afirmou Davis Hake, diretor de estratégia de segurança cibernética da Palo Alto Networks. "Entender os custos, motivações, lucros e encontrar maneiras de mudar o cenário dos custos será essencial para reduzir a quantidade de violações que temos diariamente e recuperar a confiança na nossa era digital", complementou.

De acordo com Larry Ponemon, presidente e fundador do Ponemon Institute (que conduziu o estudo), a pesquisa ilustra a importância da prevenção de ameaças. "Com a adoção de tecnologias de segurança de última geração e uma filosofia de prevenção de violações, as organizações podem reduzir o retorno sobre investimento (ROI) que um adversário pode esperar, fazendo com desistam de realizar o ataque antes de concluí-lo", destacou.

Realizada pelo Ponemon Institute, a pesquisa consultou 304 participantes na Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos. Desse número, 79% dos entrevistados disseram estarem envolvidos na comunidade de invasores.

Fonte: Palo Alto Networks

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