“iPhone de San Bernardino” pode conter vírus dormente, afirma procurador

Por Redação | em 04.03.2016 às 12h55

iphone 5c

Em uma história que já começa a se tornar um tanto quanto bizarra, o procurador geral do distrito de San Bernardino, Michael A. Ramos, afirmou que o iPhone 5c do responsável pelos ataques do final do ano passado pode conter um “patogênico cibernético dormente”, além de provas sobre os ataques em si. A afirmação aparece em um relatório submetido por ele nesta semana, à justiça dos Estados Unidos.

De acordo com Ramos, o terrorista Syed Farook, que matou 14 pessoas e deixou 22 feridos durante uma festa em um centro comunitário em dezembro, teria usado o smartphone para implantar um vírus na infraestrutura de San Bernardino. A operação seria mais uma etapa de seus ataques terroristas, e, para o procurador geral, o vetor do ataque seria justamente o iPhone 5c, dado a ele como parte de seu trabalho no departamento de saúde do município.

Ramos não entra em detalhes sobre a origem dessa afirmação, nem fala sobre o tipo de ataque que poderia ser realizado com o tal “patogênico cibernético”. Evidências sobre isso também não aparecem em investigações anteriores sobre o caso, que indicam apenas a presença de informações sobre a organização do atentado em San Bernardino e a possível presença de contatos com que Farook e sua esposa, Tashfeen Malik, possam ter se associado durante o planejamento.

O relatório do procurador também conta com essa hipótese, mas fala de forma mais direta sobre isso e cita a presença de um possível “terceiro conspirador”, outra evidência que não consta nas investigações sobre o caso que foram publicadas até agora. O texto também não comenta sobre a origem de tais possibilidades.

Rapidamente, entretanto, a discussão já se volta mais uma vez contra o governo, uma vez que o novo relatório vem sendo encarado como uma maneira de voltar a forçar a Apple a desbloquear o iPhone. Há algumas semanas, a empresa foi alvo de uma decisão judicial que a obrigava a criar uma backdoor no iOS, para uso restrito do FBI e somente neste caso. A fabricante se negou a seguir a decisão, que mais tarde, foi revogada pela justiça dos Estados Unidos. A investigação, entretanto, continua, e o governo americano parece ansiar por colocar as mãos no conteúdo do iPhone 5c de Farook.

O atentado em San Bernardino, na Califórnia, aconteceu no final do ano passado durante uma confraternização em um centro comunitário, promovida pelo departamento de saúde do distrito. Syed Farook e sua esposa abriram fogo contra os presentes, deixando 14 mortos e mais de 20 feridos, além de tentarem, sem sucesso, detonar explosivos no local. Horas mais tarde, eles foram mortos em um confronto com a polícia enquanto tentavam fugir.

Fonte: Corte de San Bernardino (Scribd)

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