Cibercriminosos aproveitam surto do zika vírus para espalhar malwares

Por Redação | em 18.02.2016 às 16h17

Zika Vírus

Que o Zika Vírus já é uma preocupação mundial, isso todo mundo já sabe, e o medo de contrair a doença só aumenta nos países menos desenvolvidos – principalmente em mulheres grávidas. Só que cibercriminosos estão tirando proveito dessa situação para aplicar golpes virtuais que instalam pragas cibernéticas no computador das vítimas.

Esta é a constatação da companhia de segurança digital Symantec, que identificou a origem dessas campanhas. De acordo com a empresa, os ataques começaram logo após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar emergência de saúde pública internacional por causa do surto de microcefalia que, segundo alguns pesquisadores, está associado ao vírus da zika.

Por conta da gravidade da situação e da importância do assunto, os criminosos iniciaram uma onda de ataques que enviam e-mails indesejados e maliciosos para os usuários. O objetivo é infectar os aparelhos com um malware capaz de baixar outros softwares prejudiciais, e desta forma conseguir ter acesso a dados pessoais dos internautas.

Uma das mensagens detectadas pela Symantec finge ser de um site de saúde, mostra os dizeres “ZIKA VIRUS! ISSO MESMO, MATANDO COM ÁGUA!” no campo de assunto e traz no conteúdo imagens e textos sobre meios de combater o mosquito Aedes Aegypti, que também é responsável pela transmissão de outras doenças, como dengue e chikungunya.

A mensagem ainda exibe dois botões: se o usuário clicar neles, ele é redirecionado para uma página do encurtador de URLs Bitly. De lá, seguem para uma conta no serviço de armazenamento Dropbox, que indica o download de um arquivo. O programa em questão é o malware JS.Downloader.

Zika Vírus

Mensagem enviada por cibercriminosos pede que usuário clique em dois links, ambos contendo programas que infectam os computadores. (Foto: Divulgação/Symantec)

A orientação da Symantec é evitar clicar em links ou anexos de e-mails não solicitados, além de manter um antivírus atualizado. Quanto ao vírus da zika, a conscientização tem de partir tanto dos usuários quanto das empresas – que, aliás, estão tentando fazer sua parte. Recentemente, o Facebook, em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, lançou uma campanha para ajudar no combate do mosquito transmissor. O Google, por sua vez, disponibilizou uma lista de aplicativos que ajudam no combate ao inseto.

Com informações do G1

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