18% dos turistas já foram vítimas de crime virtual durante viagens

Por Redação | em 11.07.2016 às 16h55

Crime cibernético

É uma vontade que já é inerente ao ser humano, a de se conectar. E durante viagens, custos de roaming ou a indisponibilidade de redes podem entrar nesse caminho. A solução? Utilizar redes públicas, um gesto que parece inocente, mas que de acordo com a especialista em segurança Kaspersky, acaba representando um alto risco para informações pessoais, dados bancários e até mesmo a própria integridade física das pessoas.

Em um estudo, a empresa descobriu que oito em cada dez pessoas se conectam a redes Wi-Fi desprotegidas durante viagens. 44% estão online assim que saem do aeroporto, seja para avisar a família ou obter informações sobre a viagem, como mapas, tickets ou reservas, além de responder a e-mails ou outros contatos relacionados a trabalho. Esse número é semelhante a um total mais soturno: metade das pessoas simplesmente se esquece que o celular ou computador possui informações pessoais e sigilosas ao realizarem esse tipo de conexão.

É uma noção que caminha ao lado de outras, também relacionadas a viagens. 34% dos usuários afirmaram que estar online assim que possível é instintivo, seja para entrar em contato com as pessoas ou atualizar redes sociais. Outros 38% citaram a pressão do trabalho como um motivo para permanecerem conectadas, enquanto uma porcentagem ainda mais grave, 61%, disse usar serviços bancários quando fora de casa, um total que se une a outros 14% que disseram utilizar o comércio eletrônico durante viagens.

O resultado disso, claro, são problemas. Um em cada cinco turistas afirmaram já terem sido alvo de crime virtual durante viagens, enquanto 6% disseram já terem sido vítimas de algum tipo de crime real relacionado à utilização de redes públicas. A falta de cuidado e o descaso com a própria segurança acabam se tornando armas poderosas nas mãos de hackers, que veem em Wi-Fis de hotéis, aeroportos, cafés e outros estabelecimentos fontes ricas para roubo de dados e informações pessoais.

Mas mesmo diante de todos os problemas e riscos, os usuários ainda estão dispostos a corrê-los, alegando preferir conectarem-se a redes desprotegidas do que pagar os custos de roaming de dados da operadora. Evitar completamente a utilização dessas conexões, entretanto, pode não ser a melhor solução, mas é importante ter mecanismos de segurança a postos para qualquer eventualidade.

O próprio Eugene Kaspersky, CEO da empresa de segurança, diz fazer uso desse tipo de conexão, mas toma os cuidados necessários. Além de softwares antivírus e outros mecanismos de proteção instalados em computadores e celulares, a companhia indica a utilização de VPNs, redes privadas capazes de adicionar uma cama de segurança aos dados trafegados pela rede.

Fonte: Kaspersky Lab

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