Smartphones podem ajudar a psiquiatria a identificar depressão e bipolaridade

Por Redação | em 16.10.2015 às 08h26

bipolaridade

Seu smartphone sabe quando você está deprimido ou “empolgado” demais. Ou melhor, os sensores dele são capazes de fazer essa análise de acordo com as mudanças que você apresentar no uso do aparelho. Um estudo conduzido por Venet Osmani no CREATE-NET (Center for Research and Telecommunication Experimentation for Networked Communities), em Trento, na Itália, indica que um smartphone pode sim ser usado para detectar um momento depressivo ou maníaco de seu usuário.

Na pesquisa, Osmani forneceu smartphones a 12 pacientes de bipolaridade para uso livre durante quatro meses e monitorou a forma como os pacientes os utilizaram a cada três semanas, comparando os dados fornecidos pelos sensores a cada coleta. O resultado? A atividade do usuário e os dados de localização do smartphone puderam fornecer com 94% de precisão a informação referente a mudanças de humor de cada uma das pessoas estudadas. A equipe monitorou não somente os dados geográficos como também a quantidade e duração das ligações e, ao juntar todas essas informações, conseguiu aumentar a precisão da análise para incríveis 97%.

Em suma, quando os usuários demonstraram um aumento na atividade geral do smartphone (medida pela localização GPS e pelo acelerômetro do aparelho), realizaram chamadas mais curtas e mais chamadas num geral, a chance dele estar passando por um episódio de mania é bastante alta. No sentido inverso, quando o uso do aparelho diminuiu e as ligações se tornaram mais longas, os usuários apresentaram maior incidência de episódios depressivos.

Sendo assim, em um futuro próximo, a tecnologia e a telecomunicação poderão se tornar grandes aliadas da psiquiatria na identificação e tratamento de doenças como a bipolaridade, que foi o alvo do estudo italiano. No entanto, é importante frisar que o estudo de casos de doenças mentais exige mais dados do que uma simples análise do uso de um aparelho eletrônico. 

O transtorno bipolar é uma condição mental caracterizada por mudanças de humor em fases bem marcadas, variando entre os extremos da depressão e da euforia - chamados episódios de mania ou hipomania. Os períodos depressivos costumam durar pelo menos duas semanas, podendo se estender por meses, enquanto as fases maníacas são marcadas por pelo menos quatro dias de “empolgação” exagerada, nos quais o paciente apresenta falta de bom senso na tomada de decisões. Cerca de 8% da população sofre com bipolaridade e estima-se que até 16 milhões de brasileiros sejam portadores de algum tipo de transtorno bipolar.

Fonte: Technology Review, The Next Web

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