Samsung usou laboratório próprio para testar baterias do Galaxy Note 7

Por Redação | em 17.10.2016 às 13h57

Galaxy Note 7

As baterias explosivas do Samsung Galaxy Note 7 renderam grandes problemas para a empresa sul-coreana. Primeiro, um recall urgente seguido por uma suspensão total do produto no mercado. Agora, um relatório aponta que a fabricante testou a segurança das baterias em suas próprias instalações antes do lançamento do smartphone.

Geralmente, as empresas testam suas baterias em laboratórios terceirizados, mas a Samsung tem uma permissão especial para realizar esse tipo de auditoria em instalações próprias. O laboratório da companhia foi devidamente certificado pela CTIA, uma organização comercial que supervisiona e aprova as normas de segurança que os fabricantes aplicam aos smartphones que serão vendidos pelas operadoras de telefonia norte-americanas.

De acordo com o The Wall Street Journal, a Samsung é a única fabricante que utiliza suas próprias instalações para realizar testes de certificação de baterias internas. Apesar da facilidade, alguns especialistas acreditam que este autoteste pode levar a um conflito de interesses, uma vez que utilizar seu próprio espaço para realizar testes permite às empresas proteger melhor as informações proprietárias e ainda acelerar o lançamento de seus produtos.

No entanto, Tom Sawanobori, diretor da CTIA, disse que normalmente os laboratórios de teste são operados separadamente. Ele enfatizou que a associação executa verificações de qualidade nas instalações para garantir que os fabricantes estão agindo em conformidade com as normas do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE). "Nós já certificamos mais de 1.500 baterias. Esta é a primeira vez que tivemos um problema", disse Tom.

Supostamente, a Apple usa laboratórios externos para testar suas baterias, enquanto a Motorola e a Lenovo alegam usar suas próprias instalações para realizar testes e depois envia os componentes a terceiros para a certificação da CTIA. Gigantes como Huawei e Nokia não divulgaram detalhes sobre seus procedimentos de testes.

Enquanto isso, a Samsung segue prejudicada com o misterioso problema com suas baterias. O último capítulo desta novela aconteceu quando as autoridades do Federal Aviation Administration (FAA), uma espécie de Anac dos Estados Unidos, definiram que é crime federal embarcar em qualquer avião portando o Galaxy Note7.

A empresa diz que está trabalhando contra o relógio para identificar a causa dos problemas, enquanto acionistas e consumidores pressionam pela divulgação de informações concretas sobre a causa das explosões e garantias de que outros produtos da fabricante não terão o mesmo destino.

Fonte: The Wall Street Journal

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