Um medonho robô com cara de criança foi usado para estudar o sorriso dos bebês

Por Redação | em 25.09.2015 às 12h33

Não é segredo para ninguém que as crianças aprendem muito cedo truques para manipular seus pais. Desde bebês, elas percebem que um sorriso ou uma manha faz com que consigam tudo o que eles querem. Só que alguns pesquisadores da Universidade de Miami decidiram estudar essa questão um pouco mais a fundo e, para isso, desenvolveram um pequeno robô com rosto de bebê para ajudar no processo. Isso não seria problema algum se não fosse o fato de o resultado final ser simplesmente assustador.

Batizado de Diego-San, o pequeno robô recria o rosto de uma criança de quatro meses e só. Isso mesmo: é o rosto de um bebê colocado em uma estrutura robótica repleta de parafusos, circuitos, peças metálicas e fios por toda a parte. Tirando o tamanho da cabeça, ele é medonhamente realista — tanto que é impossível não ter pesadelos com isso, ainda mais quando ele sorri para você.

E a razão para tamanha bizarrice é simples: para os pesquisadores, é o rosto do boneco que importa. Equipado com uma avançada tecnologia que permite uma série de expressões faciais, os cientistas estão usando essas variações no comportamento de Diego para ver como as mães reagem.

O estudo foi feito em duas etapas. A primeira colocou 13 mulheres ao lado de seus filhos e analisou a interação entre eles em quatro categorias diferentes baseadas em quem sorri para quem: filho para mãe, mãe para filho, um para o outro e ninguém. 

Segundo os responsáveis pelo estudo, o resultado inicial mostrou que existe um jogo de influência no qual um realmente manipula o outro. Os bebês sorriem para que suas mães façam o mesmo e elas respondem a esse estímulo para que as crianças façam isso por mais tempo.

E onde é que entra o bizarro robô? Pois os cientistas projetaram essa pequena monstruosidade para repetir o teste em uma segunda etapa da pesquisa. Só que, diferentemente de uma criança de verdade, Diego-San foi programado para fazer as outras pessoas sorrirem, sem a necessidade de ter algo para fazer o mesmo. 

Para isso, ele participou de uma série de sessões com 32 mulheres que ainda não são mães e, por mais incrível que pareça, conseguiu fazer com que as moças sorrissem por mais tempo. Ele dava o estímulo inicial e as mulheres respondiam e se alegravam por um período maior.

O que isso significa? De acordo com os resultados apresentados pela universidade, há uma diferença nas intenções da mãe e da criança. Para os cientistas, a intenção dos bebês é claramente fazer com que a outra pessoa sorria e demonstre felicidade — então ele se comporta desta maneira para que a resposta seja mais longa. Ele faz aquilo porque sabe qual é a reação que vem em seguida. 

Já a mulher enxerga essa interação de outra forma. Para ela, é importante que os dois estejam sorrindo e faz isso para quem as duas partes se comuniquem por mais tempo.

Via: Engadget, Spectrum IEEE

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