Rússia pode estar prestes a revolucionar a Inteligência Artificial

Por Redação | em 25.07.2016 às 19h42

Inteligência Artificial

Novas evidências a partir de estudos do cérebro, incluindo a psicologia cognitiva e as pesquisas em neurofisiologia, vêm mostrando que a avaliação emocional e a percepção sobre o mundo que nos cerca desempenha um papel importante nos processos mentais. Pensando a partir desse ponto de vista, especialistas sugerem que, se queremos criar inteligência artificial semelhante à humana, devemos torná-la emocionalmente responsiva.

Tomando o assunto enquanto real possibilidade, em uma conferência de inteligência artificial realizada em Nova York na semana passada, o professor Alexi Samsonovich, do Departamento de Cibernética do Instituto de Moscou, disse que "estamos à beira de um grande avanço na IA". 

Nos últimos cinco anos, a inteligência artificial tem se tornado assunto de destaque em todo o mundo, mas apesar da agitação, na concepção de Samsonovich a IA não cumpriu sua campanha publicitária. "Um grande avanço era esperado para acontecer de ano em ano, mas isso não aconteceu. [...] Como resultado, a ideia foi desacreditada. Mas há razões para pensar que agora estamos realmente perto do avanço, como nunca estivemos antes." 

Como uma evidência indireta, o professor afirma que recentemente tem havido rápido progresso na pesquisa de inteligência de máquina, o que pode ser observado a partir do aumento no número de publicações, bem como no dinheiro investido por governos e empresas. Com este aumento de interesse e de investimento, vem progressos significativos, incluindo um avanço que Samsonovich acredita que irá permitir que as máquinas tenham "sentimentos". 

A ideia de Samsonovich é fazer com que a inteligência artificial adquira capacidade de se relacionar verdadeiramente com os seres humanos, e para isso, por meio de um software ele vem tentando evoluir a máquina ao ponto de estabelecer relações sociais, inclusive de subordinação, liderança e confiança. Para chegar a esse ponto, Samsonovich e sua equipe passarão os próximos 18 meses trabalhando em um protótipo virtual capaz de criar metas, fazer planos e estabelecer relações de cumplicidade com pessoas.

Apesar do objetivo ambicioso, o professor ressalta que conseguir alcançar as emoções não envolve, necessariamente, a criação de consciência para as máquinas. "Hoje podemos construir uma máquina que se comporta como se tivesse sentimentos humanos. Quando você vê este tipo de comportamento executado de forma consistente, você vai acreditar que esta entidade está viva e está em contato social com você, e então você vai interagir com ele, consequentemente", explicou o pesquisador.

Mesmo parecendo ficção científica, o assunto tem repercutido na comunidade científica, causando, inclusive, preocupação por parte de algumas autoridades. O maior receio de alguns investigadores é que a inteligência artificial acabe superando a humana. Qual é a sua opinião?

Fonte: Digital Trends

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