Organização criada por Elon Musk lança benchmark para inteligências artificiais

Por Redação | em 29.04.2016 às 21h35

Inteligência Artificial

No começo dessa semana, a Open AI — uma espécie de organização alimentada por investimentos de figurões da tecnologia como Elon Musk — lançou o seu primeiro produto dedicado a realizar testes de benchmark em inteligências artificiais. Batizado de Open AI Gym, o software será utilizado para compreender como uma máquina pode lidar com o aprendizado, a fim de usar esses números obtidos para criar uma espécie de ranking para cérebros eletrônicos. 

O grande mote do projeto é garantir que grandes inteligencias artificiais sejam "medidas" por um só método, como você faz com o hardware do seu smartphone num benchmark comum, por exemplo. Quando você testa vários sistemas utilizando um mesmo parâmetro para todos, fica mais fácil dizer quais são as características individuais que cada um tem em relação aos seus concorrentes, explicam os engenheiros da empreitada.

Inteligência Artificial

(Imagem: Universal Pictures)

De acordo com o próprio Elon Musk, máquinas extremamente capazes intelectualmente podem ser mais perigosas do que qualquer bomba nuclear já construída pelos seres humanos, por isso um dos objetivos do Open AI Gym seria testar a habilidade de uma máquina analisar aquilo que ela deve absorver e aquilo que ela deve ignorar — algo como o conceito de bem e mal que nós humanos aprendemos convivendo em sociedade. Se tudo der certo, testes assim evitarão que gafes como a IA da Microsoft, que se tornou um monstro pornográfico nazista, se repitam no futuro.

Para tornar tudo isso possível de forma concreta, a organização tem trabalhado com os melhores cérebros (humanos e eletrônicos) envolvidos na área; nomes como Ilya Sutskever, Greg Brockton, Andrej Karpath e Wojiech Zaremba estão nessa lista. Muitos deles são inclusive ex-funcionários da Google ou do Facebook especializados no setor de IA. Os pesquisadores explicam que o nome "Gym" também não vem de graça, além de avaliar a performance computacional de várias máquinas colocando-as para rodar seus códigos diante de várias situações diferentes, a ferramenta permite que quem desenvolve os programas também veja quais são as falhas a serem corrigidas em seus projetos e ainda publicar os resultados para que toda a comunidade veja. 

Esse tipo de competição tem como interesse estimular o desenvolvimento das partes envolvidas nos testes, afinal, embora sejam uma grande parte dos fundos investidos pelas empresas de tecnologia, as IAs ainda não encontraram seu papel no mundo tecnológico. Isso se deve ao fato de serem pouco abrangentes. O próprio David Gershgorn, da revista Popular Science, afirmou que uma "Academia de Softwares" abre espaço para que um bom resultado final seja visto e replicado por outro desenvolvedor, algo que é considerado a síntese do progresso científico em outras áreas. 

Será que o grande ranking de inteligências artificiais irá nos salvar de uma IA rebelde e de tendências maliciosas no futuro? Pelo bem da humanidade, esperamos que sim. 

Via: Quartz

Assine nosso canal e saiba mais sobre tecnologia!
Leia a Seguir

Comentários

Newsletter Canaltech

Receba nossas notícias por e-mail e fique
por dentro do mundo da tecnologia!

Baixe já nosso app Fechar

Novidade

Extensão Canaltech

Agora você pode ficar por dentro de todas as notícias, vídeos e podcasts produzidos pelo Canaltech.

Receba notificações e pesquise em nosso site diretamente de sua barra de ferramentas.

Adicionar ao Chrome