Geração Y tem cada vez menos relações sexuais, e a culpa é da tecnologia

Por Redação | em 16.08.2016 às 21h58

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De acordo com pesquisas recentes retiradas do Questionário Social Geral de 2015, realizado nos EUA, a geração daqueles que nasceram entre os anos 80 e 90, conhecida como Millenials ou "Geração Y", tem reduzido cada vez mais os seus hábitos sexuais, e a culpa de tudo isso seria dos smartphones. Pois é, segundo estudos sobre o comportamento dos jovens dessa época, de onde foram retiradas informações a respeito de seus hábitos sexuais, quem nasceu em meados dessas duas décadas tem cada vez menos parceiros, dando preferência a se satisfazer "sozinho" com a ajuda da tecnologia.

Entrando nos valores da pesquisa, é possível constatar um acréscimo de até 6% no número de jovens com 20 a 30 anos de idade que não veem uma real necessidade de manter uma frequência em suas relações sexuais. Embora não pareça muito, é importante lembrar que essa faixa etária geralmente é responsável pela manutenção demográfica de suas respectivas nações, afinal, muitos casais preferem ter filhos entre os 20 e 30 anos.

Intrigado sobre o motivo dos Millenials estarem menos interessados no entretenimento mais antigo da humanidade, o pesquisador Jean Twenge, que é especialista no assunto, descobriu um possível culpado: a internet e os sites de relacionamento. Em uma entrevista dada ao Washington Post, Twenge explica que esses serviços acabam por definir padrões de beleza e status social que não incluem a maior parte dos jovens. Com isso, muitos deles se sentem "sem opção" na hora de procurar parceiros sexuais, ou até mesmo relacionamentos estáveis, e então desistem de achar sua cara metade. 

Na imagem é possível ver um Match do Tinder

Será que não podemos atribuir parte dessa 'pressão social' dos aplicativos de relacionamento às próprias redes sociais também? (Foto: Divulgação/Tinder)

Para Norman Spack, pediatra e professor da faculdade de medicina da universidade de Harvard, o empecilho compreende não só os aplicativos e sites de relacionamento, mas também os smartphones e qualquer outro entretenimento eletrônico. Em sua afirmação, Spack explica que as interações sociais entre pessoas "reais" estão cada vez menos frequentes, diminuindo as chances de uma determinada pessoa encontrar um parceiro sexual, seja ele ocasional ou fixo.

Em um mundo onde a tecnologia tem sido agraciada por ajudar pessoas a conhecerem melhor umas às outras, e inclusive a formar casais, é um tanto surpreendente apontar que essa mesma tecnologia tem sido o motivo de uma boa parte do mundo retrair-se socialmente. Ao mesmo tempo em que os dois especialistas acima afirmam que o "desinteresse" por sexo está diretamente ligado ao surgimento de novos entretenimentos, infinitamente mais fáceis que uma paquera, outros cientistas do ramo explicam que fazer menos sexo pode estar ligado ao surgimento de uma geração mais bem informada que as anteriores.

Culpa dos smartphones ou não, fato é que estes números preocupam alguns. Assim como os dados acima informam, o número de filhos que cada casal tem, ou pretende ter, está diminuindo consideravelmente em todo o mundo, revelando que talvez muitas pessoas sintam-se sem tempo ou simplesmente sem interesse em manter relacionamentos de longo prazo, onde, provavelmente, aumentariam a frequência com que teriam relações sexuais. 

Fonte: The Next Web

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