Estudo sugere que mulheres são melhores em escrever códigos do que homens

Por Redação | em 15.02.2016 às 16h00

Programação

Um estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos sugere que as mulheres conseguem escrever códigos com maior índice de aprovação do que os que são escritos por homens, porém somente quando o gênero delas não era informado. A plataforma open source GitHub foi utilizada para que o estudo fosse realizado. Nela, os desenvolvedores não precisam informar o gênero no perfil.

Foram analisados cerca de 1,4 milhões de usuários da comunidade que descobriram que os pedidos de alterações nos códigos eram mais aceitos quando realizados por mulheres. Para descobrirem qual é o gênero do perfil, tendo em vista que tal informação não é obrigatória no GitHub, os pesquisadores analisaram outros dados, como endereços de e-mails que podem ser checados no Google +.

"Nossos resultados mostram que as contribuições de mulheres tendem a ser mais aceitas do que homens", ressalta o estudo. Foi concluído que 78,6% das mudanças em códigos feitas por mulheres foram aceitas, enquanto entre homens este número foi de 74,6%. Apesar da superioridade neste aspecto, quando os perfis informavam que eram mulheres, tinham menor taxa de aceitação do que aqueles cujo gênero não estava claro. "Nossos resultados sugerem que apesar de mulheres serem mais competentes no GitHub, de forma geral, existe um viés em relação a elas".

Os pesquisadores também constataram um número bastante interessante. "Para usuários de fora, nós vemos uma evidência para a questão do gênero. As taxas e aceitação de mulheres são de 71,8% quando elas usam perfis neutros, mas caem para 62,5% quando o gênero delas é identificável. Há também uma quada similar para homens, mas o efeito não é tão significante".

Foram considerados vários fatores para que a análise fosse realizada. Entre eles, se uma programadora tinha maior probabilidade de responder a problemas conhecidos, se suas contribuições foram mais curtas e, por isso, mais fáceis de serem avaliadas e a linguagem de programação utilizada. Segundo o cientista da computação, Sue Black, tais estudos ajudam a impulsionar uma nova geração de mulheres interessadas em aprender programação, assim como outras carreiras na área tecnológica.

Via IDGNow!

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