Visa e Bradesco anunciam pulseira para pagamentos com NFC no Brasil

Por Rafael Romer RSS | em 16.06.2016 às 14h21

Pulseira Visa Bradesco

A Visa e o Bradesco anunciaram nesta quinta-feira (16) o lançamento da uma nova pulseira que poderá ser utilizada no Brasil para a autenticação de pagamentos por meio da tecnologia Near Field Communication (NFC). O projeto é uma parceria temporária entre as empresas e deve testar a viabilidade do NFC no país pelos próximos 12 meses.

"O objetivo principal é tentar mudar a experiência do pagamento, que pode ser chata e complicada, por uma que pode ser muito melhor e mais rápida, e que não atrapalha o dia a dia dos consumidores", explicou Martha Krawczyk, vice-presidente de marketing da Visa Brasil.

Apesar de não ser mais uma novidade no mercado, o NFC ainda enfrenta algumas dificuldades para "pegar" como um método de pagamento viável por aqui. Entre os problemas enfrentados pela tecnologia está o desconhecimento dos próprios consumidores e até entre lojistas – que, em alguns casos, chegam a recusar esse tipo de pagamento por medo de fraude.

Na prática, o gadget funciona como um cartão pré-pago, mas no formato de uma pulseira com uma tag NFC inserida por dentro. Cada gadget possui uma tag única, que poderá ser carregada com mais crédito sempre que o usuário desejar e utilizada para autenticar pagamentos em qualquer terminal que aceite a tecnologia NFC. A estimativa é que cerca de 1,5 milhão destes terminais já estejam ativos hoje no Brasil – ou 80% da base de terminais do país.

Para autenticar um pagamento com a pulseira, basta aproximá-la do terminal no ponto de venda, que será responsável por fazer a comunicação por meio do NFC automaticamente e debitará o valor da compra diretamente da conta do usuário. Se o valor da compra for inferior a R$ 50, a transação não precisará de senha para ser autenticada. Para compras acima dessa valor, será necessário inserir uma senha de quatro dígitos, como em um cartão tradicional.

A pulseira é acompanhada também por uma plataforma web e apps mobile que funcionarão como interface para que o usuário acompanhe seu histórico de transações, visualize seu saldo ou recarregue o gadget com mais crédito – o que pode ser feito por meio de cartões de crédito e débito ou boleto (para recargas a partir de R$200), sem limite máximo de carga. A plataforma digital também pode ser utilizada para bloqueio da pulseira em caso de perda ou furto.

Por enquanto, a pulseira só estará disponível para três mil participantes selecionados. Uma das principais arenas de teste será no Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas deste ano, onde mais de 4 mil terminais de venda em lojas ao redor dos locais de jogos estarão preparados com NFC e com vendedores treinados para receber esse tipo de pagamento. Não há expectativas de que o gadget seja lançado como um produto comercial, mas as empresas não descartam essa possibilidade caso o resultado dos testes com a pulseira seja positivo.

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