Estudo mostra que brasileiro tem sede de wearables

Por Redação | em 08.06.2016 às 21h15

Tecnologias Vestíveis

A Ericsson divulgou recentemente mais um estudo promovido pelo seu departamento de observação do comportamento dos usuários, dessa vez sobre tecnologias vestíveis. O ConsumerLab, como é chamada essa área que funciona há mais de 20 anos na empresa, apresentou o relatório "Tecnologia vestível e a Internet das Coisas" e indica que seis em cada dez usuários de smartphones acreditam que as tecnologias vestíveis podem ser usadas além do setor de saúde e bem estar.

O estudo foi realizado em cinco países: Brasil, China, Coreia do Sul, Reino Unido e EUA, e ouviu a opinião de 5 mil usuários de smartphones que puderam avaliar, por exemplo, quais os dispositivos que mais gostariam de possuir. Neste caso, um dos destaques está no botão do pânico que atrai atenção de consumidores do Reino Unido, EUA e Brasil. Por aqui, para se ter uma ideia, mais da metade dos entrevistados gostaria de ter essa ferramenta. Confira as cinco tecnologias vestíveis mais desejadas no Brasil.

1. Botão SOS/do Pânico: 58%    

2. Smartwatch: 50%    

3. Autenticador de identidade: 42%    

4. Rastreador de atividades ou fitness:42%        

5. Purificador de água inteligente: 41% 

Na mesma proporção que as pessoas se interessam por tecnologias vestíveis, elas acreditam que esta será rapidamente comum em nosso dia a dia, vislumbrando que, a partir de 2020, ela possa substituir os smartphones e ajudar os clientes a interagirem com objetos e coisas físicas na era da Internet das Coisas (IoT).

Entre estas tecnologias estão, além de dispositivos de segurança, as roupas inteligentes, que devem ser o foco depois de 2020, o que certamente geraria crescimento neste mercado. Por conta disso, um em cada três entrevistados disse que deverá usar, no mínimo, cinco tecnologias vestíveis conectadas após 2020.

Outro destaque do estudo é a visão de que as tecnologias vestíveis vão transformar os smatphones em simples telas. Mesmo que a tela tenha menos importância, por se tratar de uma ferramenta mais inteligente, 43% dos que responderam à pesquisa em todo o mundo veem as vestíveis substituindo os smartphones.

Andre Gualda, especialista do ConsumerLab da Ericsson para América Latina e Caribe, avalia a queda do uso dos smartphones: "Os primeiros sinais de desapego dos smartphones podem ser vistos hoje, com 40% dos usuários dos atuais smartwatches já interagindo menos com os seus smartphones." 

Convergência entre os mundos

Realidades distintas, mundo digital e mundo humano, agora convergidos – esta seria a tecnologia vestível trazendo pessoas para o ecossistema IoT. Da pesquisa, 60% acreditam que daqui a 5 anos os chips sob a pele e os comprimidos inteligentes ingeríveis serão comuns, ou seja, vão muito além daquele ideia de utilizá-los para rastrear dados de saúde vitais. "Embora os clientes mostrem maior interesse nos dispositivos relacionados à segurança, você também verá uma abertura à tecnologia vestível mais adiante na geração de hoje. Em cinco anos, andar com um sensor ingerível, que rastreia a temperatura do seu corpo e ajusta a configuração do termostato automaticamente quando você chega em casa, pode ser uma realidade", descreve Gualda quando o assunto é um futuro próximo. 

No Brasil, 31% dos usuários de smartphones entrevistados, entre 15 e 65 anos, já usam ou possuem uma tecnologia vestível. As estatísticas caracterizam a evolução da ideia de tecnologia vestível no País – três quartos dos seus usuários de tecnologias vestíveis as recomendariam para outras pessoas, em comparação à metade dos usuários globais que faria o mesmo. Os smartwatches, com 45%, englobam a mais popular dessas tecnologias (e são mais atraentes para homens), enquanto os rastreadores fitness chegam a 43% (as cintas fitness são mais atraentes para o público feminino).

Ainda em terras brasileiras:

  • 68% acreditam que as tecnologias vestíveis são caras;
  • 38% consideram que manter todos os dispositivos digitais com internet é algo dispendioso;
  • 54% dos usuários brasileiros de smartphones acreditam que o passaporte e o documento de identidade serão substituídos por tecnologias vestíveis com identidade permanente nos próximos cinco anos;
  • 47% dos usuários de smartphones dizem que, nos próximos cinco anos, as tecnologias vestíveis serão usadas para realizar a maioria das funções de smartphones, mas não todas. No entanto, um número igual discorda dessa previsão.
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