Pokémon GO pode ajudar no combate à obesidade e diabetes, aponta estudo

Por Redação | em 11.08.2016 às 09h47

Pokémon Go

Enquanto muita gente segue torcendo o nariz para Pokémon GO, os jogadores continuam aproveitando todas as vantagens que o game da Niantic oferece. E isso não se resume apenas a capturar o maior número de monstrinhos e disputar ginásios, mas também conquistar benefícios para o seu próprio corpo. Contrariando aquilo que os mais críticos gostam de apontar, o popular jogo traz diversas vantagens para seus usuários, sobretudo ao fazê-los caminhar pelas cidades.

Um artigo científico publicado na British Medical Journal defende exatamente os benefícios trazidos pelo game desde o seu lançamento internacional no último dia 6 de julho. De acordo com a publicação, um dos principais “efeitos colaterais” criados pelo jogo é que ele vem estimulando as pessoas a praticarem exercícios físicos, incluindo aquelas que nunca tiveram o hábito de fazerem algo do tipo. Tanto que eles apontam que Pikachu e companhia podem se tornar grandes aliados da medicina no combate à obesidade.

A razão para isso é simples: as pessoas estão andando mais em busca de seus monstrinhos. Apesar de Pokémon GO não ser categorizado como um app voltado para a saúde, o uso da geolocalização e o estímulo dado para que as pessoas caminhem por quilômetros para procurar um Pokémon diferente ou mesmo chocar um ovo está sendo visto pela comunidade médica como uma grande conquista na batalha contra o sedentarismo e suas doenças. Para a autora do texto, a doutora Margaret McCartney, a popularidade do jogo transformou as ruas do Reino Unido em um grande playground onde as pessoas se divertem enquanto conectadas – e que o simples fato de elas estarem fazendo isso fora de casa já é ótimo.

Pokémon GOPokémon GO vem ajudando a acabar com os Snorlax dentro e fora do game

O artigo cita ainda o caso de um jogador específico que, desde o lançamento do game no país no último dia 14 de julho, já caminhou mais de 225 quilômetros e emagreceu cerca de 12,7 quilos enquanto jogava. Diante desse resultado incrível, McCartney destaca que Pokémon GO pode realmente se tornar numa poderosa arma contra a obesidade e até mesmo ajudar pacientes que possuam diabetes do tipo 2. Porém, ela destaca que essas conclusões são frutos apenas de observações preliminares e que ainda é preciso partir para uma análise realmente científica sobre o caso. De qualquer forma, os resultados existem e não há como negá-los.

Apesar dos benefícios, o mesmo artigo também aponta os problemas e transtornos causados pelo app. Como já vimos em vários outros relatos ao longo do último mês, o número de incidentes relacionados a jogadores desatentos ou mesmo inconsequentes aumentou consideravelmente, o que vem exigindo mais atenção e esforço das equipes de resgate. Isso sem falar da própria questão de segurança, que preocupa jogadores de todo o mundo. Por isso, a doutora aponta que Pokémon GO pode e deve ser jogado de maneira segura e que, como qualquer coisa, jogá-lo representa um mix de benefícios e riscos que devem ser levados em consideração por todo mundo.

Ainda assim, ela segue defendendo e incentivando que mais pessoas joguem. Para McCartney, as caminhadas feitas por conta de Pokémon GO vão ajudar a combater futuros problemas cardíacos nos jogadores, além de acabar com problemas de deficiência em vitamina D por conta da exposição ao sol que os jogadores inevitavelmente terão. Segundo ela, as possibilidades para aplicativos como esse são infinitas e o aumento nas atividades físicas é apenas mais um dos efeitos colaterais — e que, por isso, a prática deve ser estimulada e não recriminada.

Via: The Guardian

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