Spotify usava arquivos piratas em sua versão de testes, afirma autor

Por Redação | em 11.05.2017 às 12h45

Spotify

O Spotify não é necessariamente o mais bem visto entre artistas e gravadoras, e, se as informações de um livro sobre a história da empresa estiverem corretas, esse relacionamento pode azedar ainda mais. De acordo com o autor Rasmus Fleischer, a empresa utilizou diversos arquivos MP3 piratas para testar o funcionamento do serviço antes de seu lançamento.

A situação teria ocorrido em 2006, quando a plataforma de streaming serviço ainda dava seus primeiros passos e a ideia parecia longe de se concretizar -- as pessoas ainda baixavam música em sites de torrent, por exemplo. Foi justamente de um desses sites que o Spotify teria obtido boa parte de seu acervo durante o período de Beta, usando “qualquer faixa que pudesse encontrar” para garantir que os primeiros a participarem dos experimentos tivessem o que ouvir.

A informação se une aos rumores e informações nunca confirmadas oficialmente sobre o assunto. Muitos dos early adopters da plataforma relatam a existência de arquivos de áudio com qualidade distorcida e até mesmo com vinhetas de rádios e outros serviços online, indicando que eles não teriam sido obtidos por meios oficiais. O próprio Fleischer afirma ter ficado surpreso quando viu músicas de sua banda, a Vox Vulgaris, aparecendo no Spotify após terem sido lançadas apenas no The Pirate Bay, um dos mais conhecidos serviços de torrent do mundo.

Os arquivos disponíveis no serviço também incluíam faixas de artistas famosos, dos quais os funcionários eram fãs e possuíam músicas no HD, e outros artistas independentes que também distribuíam seus trabalhos de graça pela internet. Vale citar ainda que Daniel Ek, atual CEO do Spotify, ocupou cargo semelhante no uTorrent, um dos aplicativos mais usados para download usando o formato P2P.

As revelações aparecerão no livro Spotify Teardown: Inside the Black Box of Streaming Music, que ainda não tem título em português. A ideia de Fleitscher, entretanto, não é culpar a empresa nem atacar sua reputação, mas sim mostrar como a própria indústria de streaming legal de entretenimento surgiu a partir de bases firmadas na pirataria e no compartilhamento livre de informação.

O autor, inclusive, é um ativista dessa causa, tendo envolvimento com o Partido Pirata, da Suécia, e também participação ativa no The Pirate Bay ao lado de seus fundadores originais. O livro deve ser lançado em 2018 e contará com os relatos e pesquisas de jornalistas e outros escritores do mundo da tecnologia.

Fonte: Torrent Freak

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