Policiais britânicos deixam embaixada onde Assange está exilado

Por Redação | em 14.10.2015 às 13h00

Assange

Três anos depois, o governo do Reino Unido finalmente dispensou os oficiais que mantinham guarda permanente em frente à embaixada do Equador em Londres, com o objetivo de prender Julian Assange. O fundador do WikiLeaks está exilado no local desde 2012 e é procurado não apenas pelo vazamento de documentos em si, mas também para ser interrogado sobre acusações de assédio sexual.

De acordo com o Serviço de Polícia Metropolitana, a ideia é remover a presença constante de oficiais fardados na frente da embaixada, já que não existe a expectativa de que Assange pise fora do local por vontade própria. Desde o começo da operação, que durou 1.200 dias, mais de US$ 21 milhões foram gastos para manter a vigília funcionando.

Mesmo com o fim do plantão policial, porém, as autoridades afirmam que a operação para prender o fundador do WikiLeaks continua em vigor e que, caso ele deixe o lugar, existem ordens para sua detenção. Não se sabe, por exemplo, se a polícia londrina vai manter policiais à paisana nos arredores, uma vez que ela não discutiu detalhes sobre como a questão será tocada daqui em diante, afirmando apenas que os policiais fardados deixarão de ficar de plantão.

Recentemente, o governo da Suécia deixou claro seu repúdio à falta de cooperação de Assange e do governo do Equador durante as investigações de assédio sexual. O delator é investigado pelo suposto estupro de duas mulheres durante uma visita a Estocolmo. Recentemente, parte das acusações prescreveram de acordo com as leis do país, devido ao fato de a polícia não ter conseguido falar com o suspeito e, sendo assim, acabou impossibilitada de montar um caso contra ele.

Por outro lado, ainda falta muito para que o caso de estupro tenha o mesmo destino, algo que só vai acontecer em 2020. E não se sabe exatamente quando o governo dos Estados Unidos vai desistir de colocar as mãos em Assange já que, apesar de não ter emitido pedidos de extradição, as autoridades do país também exigem explicações sobre o vazamento de documentos confidenciais.

Enquanto isso, o próprio continua em silêncio. Recentemente, ele comentou que permanecer por tanto tempo na embaixada do Equador estava tendo um grande peso sobre sua saúde, e sinalizou que poderia seguir para outro lugar em breve. A França seria um destino possível, mas um suposto pedido de asilo, negado pela assessoria de Assange, também recebeu uma negativa do governo do país.

Fonte: Serviço de Polícia Metropolitana de Londres, Ars Technica

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