Morre Robert Palladino, uma das influências de Jobs na criação do Macintosh

Por Redação | em 07.03.2016 às 12h09

Robert Palladino

Quando se comenta sobre a história e o legado de Steve Jobs, uma das passagens mais comentadas é a ideia de que qualquer conhecimento, por mais distante ou menor que seja, pode nos ajudar. Para o fundador da Apple, isso se traduz nas aulas de caligrafia e tipografia que ele recebeu durante sua passagem pelo Reed College, e que, mais tarde, o levaram a criar o conjunto de fontes e a variação de letras presentes até hoje na indústria da informativa.

Durante o tempo em que passou na instituição – muitas vezes, assistindo às aulas de graça, por não ter dinheiro para pagar –, ele teve contato com as aulas de caligrafia e tipografia de Robert Palladino, que também era reverendo na cidade e liderava o maior programa educacional do tipo nos EUA. Ele faleceu no final da última semana, aos 83 anos de idade.

A notícia foi divulgada pelo próprio Reed College. O reverendo morreu em sua casa, no estado americano do Oregon, onde morava desde que se aposentou e deixou de dar aulas na instituição, em 1984. Pelos quase 20 anos anteriores, entretanto, ele liderou um dos cursos de tipografia mais prestigiados de todo o mundo, e teve influência fundamental, através de Steve Jobs, na evolução do mercado digital.

Antes do Macintosh, todos os computadores possuiam o mesmo tipo de fonte, inspirada nos cartões de ponto da IBM, e quem queria criar um pouco mais com seus textos deveria confiar em gráficas e artistas como o próprio Palladino. Com seu computador, entretanto, Jobs trouxe novas tipografias e tipos diferentes de se escrever, facilitando a expressão dos usuários e deixando as máquinas ainda mais próximas de seus utilizadores.

O que não significa que os grandes nomes dessa arte ficaram obsoletos. O próprio Palladino, que fazia parte da ordem dos monges trapistas, continuo trabalhando de seu estúdio, em casa, mesmo depois de sua aposentadoria do Reed College. Ele, por exemplo, escrevia à mão todos os diplomas dos formados em medicina de sua cidade, além de fazer o mesmo para os certificados batismais dos recém-nascidos.

Desde 1995, o reverendo dava aulas de caligrafia no Pacific Nothwest College of Art e na Portland State University, além de ministrar cursos e palestras mais breves em outros locais do mundo. Ele deixa seu filho, Eric Palladino, como único herdeiro. E, apesar de sua influência na indústria da informática, faleceu afirmando nunca ter usado um computador, dizendo preferir usar suas mãos para escrever.

Fonte: The New York Times

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