Em último discurso, Obama pede que pessoas não discutam só por redes sociais

Por Redação | em 11.01.2017 às 09h39

Barack Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez na noite desta terça-feira (10) seu último pronunciamento oficial como líder da Casa Branca. Se preparando para entregar o cargo para o presidente eleito Donald Trump, na próxima sexta-feira (20), Obama falou sobre uma série de atuais desafios enfrentados pelo país e pelo mundo, passando por temas como racismo, meio-ambiente e a economia.

Sem citar nomes de outros políticos, o presidente americano aproveitou o discurso para também endereçar alguns desafios trazidos pela tecnologia, como o fenômeno de polarização de opiniões que tem marcado as redes sociais. O problema foi bastante discutido nos Estados Unidos durante o processo eleitoral do ano passado, considerado bastante exaltado quando comparado com eleições anteriores.

"Ficou mais seguro recuar para nossas próprias bolhas, sejam elas nossos bairros, universidades, locais de culto ou em redes sociais, cercados por pessoas que se parecem conosco, compartilham a mesma visão política e nunca desafiam nossas suposições", comentou Obama, em referência às "bolhas" de conteúdo que dificultam o contato com pontos de vista diferentes dos nossos próprios. "Se você está cansado de discutir com estranhos na Internet, tente conversar com um na vida real", pediu o presidente americano.

Obama falou ainda sobre o problema da disseminação de notícias falsas através de redes sociais, uma questão que ganhou projeção durante as eleições americanas do ano passado e é apontado por muitos como uma das razões pela qual Donald Trump chegou à vitória. "Sem uma base em fatos, sem a vontade de admitir novas informações, de admitir que seu oponente tem um ponto justo, que a ciência e a razão importam, vamos continuar falando sozinhos e tornando acordos impossíveis", afirmou, citando o problema como uma das ameaças à democracia.

Sobre desafios futuros, Obama citou ainda a evolução tecnológica e como o "ritmo implacável da automação", que em sua avaliação será o principal desafio para membros da classe média, já que tornará uma série de posições obsoletas no mercado de trabalho.

"Devemos forjar um novo pacto social, garantir a todos os nossos filhos a educação de que precisam, dar aos trabalhadores o poder de sindicalizar-se por melhores salários", comentou. "Podemos discutir sobre como atingir esses objetivos. Mas não podemos ser complacentes sobre isso. Pois, se não criarmos oportunidades para todas as pessoas, o desinteresse e a divisão que atravancam nosso progresso só ficará mais grave nos próximos anos".

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