Chelsea Manning é libertada nos EUA após sete anos de prisão

Por Redação | em 17.05.2017 às 09h47

Chelsea Manning

Considerada o pivô de um dos maiores escândalos do exército norte-americano, Chelsea Manning finalmente foi liberada após sete anos em uma prisão militar. Responsável por ter liberado mais de 70 mil documentos sigilosos de cunho militar e diplomáticos dos Estados Unidos ao WikiLeaks, ela foi presa por traição em 2010 e solta apenas nesta quarta-feira (17) com o perdão de Barack Obama, em janeiro, em um de seus últimos atos como presidente.

E o caso é tão confuso quanto complexo. Antes de se transformar em Chelsea, ela respondia pelo nome de Bradley Manning e atuava como parte das forças armadas, quando revelou uma série de informações sensíveis para o exército, incluindo vídeos de ações contra civis no Iraque, onde serviu. Por conta disso, ela foi condenada a 35 anos de prisão. Mesmo se identificando como mulher, ela acabou sendo levada a uma prisão masculina, o que a fez tentar suicídio algumas vezes ao longo dessa quase uma década em que esteve detida.

Diante do perdão presidencial de Obama, Chelsea teve sua pena reduzida e, por isso, agradeceu tanto ao ex-presidente quanto a todas as pessoas que a apoiaram durante todo esse período. Ela conta que, agora que está livre, vai poder completar sua transição para mulher transgênero. Por meio de nota, ela agradeceu a todos que lutaram por sua liberdade e destacou como será essa nova etapa da sua vida. "Eu consigo imaginar como é sobreviver e viver como a pessoa que sou e finalmente estar no mundo aí fora. Liberdade era algo com que eu sonhava, mas nunca me permiti imaginar totalmente".

O curioso é que, mesmo após ser presa por traição, Chelsea continua sendo parte das Forças Armadas norte-americanas — pelo menos na teoria burocrática da coisa. No entanto, ela será liberada por “excesso de contingente”, ou seja, se transformará em reservista enquanto espera a reversão de sua condenação em corte militar. Por isso, não receberá salário algum do exército, embora possa utilizar o plano de saúde oferecido pela corporação para dar continuidade aos seus tratamentos de redesignação sexual.

Além disso, o exército informou que ela não dará nenhuma entrevista à imprensa para garantir sua privacidade e segurança. Também não foi revelado para onde ela irá agora que está livre.

E a liberdade de Chelsea foi muito comemorada nas redes sociais, principalmente por ativistas de liberdade de informação. É o caso de Julian Assange, criador do site Wikileaks, que disse em seu perfil no Twitter que a libertação é uma vitória épica e que não vê a hora de se encontrar com Manning.

Via: G1, Folha

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