Xiaomi nega rumores de que está deixando o Brasil

Por Redação | em 06.05.2016 às 16h12 - atualizado em 06.05.2016 às 16h25

MIUI

Bastaram apenas algumas horas para que a Xiaomi se pronunciasse publicamente sobre boatos surgidos na manhã desta sexta-feira (06), que afirmavam que ela estaria prestes a sair do Brasil. E engrossando o coro de uma comunicação à imprensa que já havia sido feita mais cedo, a companhia refutou completamente todos os rumores, inclusive aqueles relacionados aos problemas em sua operação, montagem e importação de produtos para o país.

Ponto a ponto, a fabricante chinesa dá sua visão e derruba as alegações publicadas pelo site Manual do Usuário. A companhia afirma que a decisão de montar produtos na fábrica da Foxconn em Jundiaí, no interior de São Paulo, é tomada produto a produto e de acordo com a demanda e perspectivas relacionadas a eles. É o que acontece, por exemplo, com o smartphone Red Mi 2, mas não com a bateria Mi Power Bank.

Além disso, negou a ideia de que a estratégia de vendas utilizada em todo o mundo tenha dado errado no Brasil – pelo contrário, a Xiaomi diz que seu funcionamento foi o mesmo de outros mercados, como China e Índia. A empresa não citou números, mas afirmou que tudo funcionou da mesma forma, primeiro com eventos de vendas online, depois parcerias com comércio eletrônico e operadoras de telefonia. Até mesmo algumas mudanças no sistema teriam sido realizadas por aqui, como a implementação de pagamento por boleto para agradar aos brasileiros.

Negativas ainda mais veementes foram dadas com relação ao Mi Power Bank, a bateria portátil da empresa. A Xiaomi nega que o acessório tenha apresentado problemas durante análise pela Anatel. A reportagem original afirmava que o equipamento possuía risco de vazamento e explosão, mas que havia sido colocado à venda enquanto se aguardava verificações posteriores, o que, mais tarde, havia causado a suspensão da comercialização e o encalhamento dos estoques.

A fabricante concorda que a autorização para venda do Mi Power Bank está suspensa no Brasil, mas diz que isso acontece devido à saída da bateria de seu portfólio. Segundo a Xiaomi, os estoques do acessório destinados ao Brasil estão esgotados e a empresa não tem interesse em continuar trabalhando com o produto. Sendo assim, uma renovação na autorização não seria necessária.

No comunicado, a empresa refuta ainda a afirmação de que teria sido multada pela Receita Federal por ter feito indicações irregulares durante a importação das baterias. Segundo a Xiaomi, isso nunca aconteceu, e um processo em andamento junto ao fisco se refere a uma análise de compensação de tributos federais, cujo pagamento foi averiguado pelas autoridades competentes e foi reconhecido, sem qualquer relação com produtos da companhia.

A empresa diz ainda que em nenhum momento pagou para que “Mi Fãs” estivessem em seu evento de lançamento no país, e que em nenhum momento houve mudança nas agências que prestam serviços de comunicação para a Xiaomi. Ainda, disse que, mesmo que isso tivesse ocorrido, não enxerga a relação entre isso e o suposto fim das operações no Brasil.

Taxando as afirmações de especulação, a Xiaomi critica o site responsável pela publicação dos rumores por não a ter consultado de maneira completa, verificando apenas a questão relacionada à fabricação de produtos e uma possível saída de nosso país.

Fonte: Xiaomi

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