Microsoft diz que vai encontrar a cura do câncer em 10 anos

Por Redação | em 20.09.2016 às 21h34

Câncer

Dez anos: este é o prazo que a empresa fundada por Bill Gates determinou para que ela mesma seja a responsável pela cura de uma das doenças quem mais assolam a raça humana. E, se parece confuso entender por que uma empresa de tecnologia se aventuraria no ramo da biologia molecular e das ciências médicas, basta seguir a mesma linha de raciocínio revelada por ela mesma para chegar à proeza: tratar células cancerígenas como se fossem vírus de computador.

Parece loucura, mas é o que afirma a companhia, que está trabalhando pesado para encontrar um método de erradicar o câncer da face da Terra. Ora, se nos sistemas é possível monitorar os bugs, o processo pode ser exatamente o mesmo com os seres vivos: monitorar as replicações celulares malignas e até mesmo reprogramar o material genético das células afetadas.

A resposta partiria de uma unidade de "computação biológica", criada pela Microsoft para tentar fazer com que células habitem sistemas metade orgânicos, metade computacionais. Só assim os engenheiros, geneticistas e programadores especializados conseguiriam ter acesso ao núcleo de cada uma delas para tratar e reprogramar "bugs" como as doenças tumorais.

Uma equipe envolvida no projeto planeja, aliás, utilizar a computação avançada desde já, para que os computadores comecem a compreender os processos de drogas sintéticas e doenças no organismo humano, além, claro, de catalogarem resultados de pesquisas relacionadas ao câncer em revistas e periódicos científicos do mundo inteiro. Com o auxílio das novas tecnologias de aprendizado de máquina, a ideia é chegar à cura em, no máximo, dez anos. 

"O campo da biologia e o da computação parecem ser como a faca e o queijo", avalia Chris Bishop, chefe de pesquisa do laboratório da Microsoft, localizado em Cambridge, Reino Unido. "E, de fato, os processos complexos que ocorrem nas células tem alguma similaridade com aqueles que acometem um computador de mesa comum". Se é assim, o melhor a se fazer é unir o útil ao agradável e colocar um computador para resolver a parte que o cérebro humano, sozinho, ainda não conseguiu.

Via Fast CompanyIndependent

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