Especialistas negam que Bitcoins foram usadas para financiar atentado em Paris

Por Redação | em 24.11.2015 às 16h25

ISIS

Criptografia, PlayStation 4, WhatsApp e, depois, Bitcoins. O mundo da tecnologia está sob forte escrutínio da imprensa e autoridades internacionais depois dos atentados em Paris, que deixaram quase 130 mortos no dia 13 de novembro. E depois de inúmeras informações publicadas na imprensa de que as moedas virtuais teriam sido usadas para financiar os ataques, um grupo de especialistas vieram a público para, justamente, ir contra tais alegações.

A fala é do Ghost Security Group, uma equipe de especialistas em tecnologia que surgiu no coração do grupo hacker Anonymous, mas agora faz trabalho freelancer para o governo dos Estados Unidos. Segundo eles, não existe qualquer indício de que o Estado Islâmico teria usado Bitcoins ou qualquer outro tipo de dinheiro criptografado para financiar os terroristas responsáveis pelo atentado em Paris. Essa nem mesmo seria uma das linhas de investigação das autoridades americanas e francesas.

Apesar disso, existem sim relatos de terroristas tendo algum contato com as Bitcoins durante suas atividades, mesmo que isso não tenha relação com o que aconteceu em 13 de novembro. De acordo com os especialistas, sites do ISIS já retirados do ar continham endereços para carteiras virtuais, enquanto algumas lideranças já teriam tido contato com criptomoedas como uma possibilidade não rastreável de enviar dinheiro internacionalmente.

Apesar disso, o Ghost Security Group também refuta relatos publicados ao longo do segundo semestre na empresa, que chegavam a afirmar que os terroristas do Estado Islâmico teriam cerca de US$ 20 milhões em Bitcoins espalhadas por diversas contas. Segundo os hackers, existem mesmo carteiras associadas aos radicais, e elas estão sendo investigadas, mas uma análise do histórico de transações mal se aproxima do absurdo número divulgado pela imprensa.

Para financiar suas operações, o ISIS tem utilizado o bom e velho dinheiro, seja por meio da cobrança de impostos e proteção nas áreas já dominadas pelo grupo no Oriente Médio ou pela venda de armas e artefatos históricos roubados durante ataques. E apesar de seu ódio por tudo o que é americano, as operações do Estado Islâmico têm o dólar como sua principal moeda, já que a ideia, também, é não ver o valor de seu dinheiro tendo alta flutuação ou caindo de uma hora para outra, já que isso poderia jogar planejamentos inteiros pelo esgoto.

Assim como a pressão sobre empresas de tecnologia pelo uso de backdoors, movimentos para regulamentação, controle ou até mesmo banimento de Bitcoins e outras opções semelhantes começaram a surgir esporadicamente, como reflexo dos atentados de Paris. Uma má notícia para investidores que, pouco a pouco, começavam a olhar essa modalidade de dinheiro com bons olhos, enquanto organizações internacionais já começavam a criar regras para trabalhar com essa nova moeda.

Fonte: CoinDesk

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