Polícia chinesa prende distribuidores que vendiam dados de usuários de iPhone

Por Redação | em 08.06.2017 às 13h58

Crime cibern

As autoridades chinesas anunciaram a prisão de 22 pessoas na província de Zhejiang, na China, acusadas de vender dados de usuários de iPhone. Todos trabalhavam como distribuidores de produtos da Apple e comercializavam os dados para esquemas de spam e phishing, tendo acumulado cerca de US$ 7,3 milhões antes do desmonte da operação.

O roubo de informações acontecia por meios oficiais, com os criminosos tendo acesso ao banco de dados da Apple, sendo capazes de obter nomes, e-mails relacionados à ID de usuário e números de telefone. Depois, as entradas eram compiladas em arquivos de diferentes tamanhos, que eram vendidos por valores que iam de US$ 1,50 a US$ 26.

A polícia não deu detalhes sobre os acusados nem informou se eles trabalhavam diretamente para a Apple, em uma de suas distribuidoras oficiais, ou se faziam parte de empresas que prestavam esse tipo de serviço em parceria. Também não se sabe ao certo quantas pessoas foram atingidas pelo esquema, mas uma vez que todo o banco de dados da Maçã era acessado pelos criminosos, é bem possível que indivíduos tanto da China quanto de outros países tiveram seus dados passados adiante.

A Apple não se pronunciou sobre o assunto, mesmo após ter sido questionada pelas autoridades chinesas quanto ao acesso, teoricamente, indiscriminado de seus distribuidores ao banco de dados de usuários. Detalhes sobre como funciona esse sistema e por que os parceiros seriam capazes de utilizá-los também não foram revelados.

Por mais que dados de login, como senhas e outras informações confidenciais, não tenham sido revelados, ainda assim a questão representa perigo para os usuários de iPhone. De posse dos e-mails, por exemplo, hackers podem acessar listas vazadas de outros serviços em busca das credenciais que podem dar acesso à Apple ID, caso o utilizador cometa o erro de usar a mesma senha em mais de um serviço.

Além disso, todos que tiveram seus dados vendidos passam a estar sob risco de phishing, com campanhas de spam e infecção podendo ser recebidas por e-mail, sempre em busca de mais dados e, principalmente, informações bancárias que possam levar a golpes. Esteja você na China ou não, é melhor manter a vigilância de sempre com relação a mensagens e links suspeitos recebidos.

Fonte: Engadget

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