Donos de iPhones estão levando mais tempo para trocar seus aparelhos

Por Redação | em 08.06.2016 às 14h30 - atualizado em 08.06.2016 às 19h23

iPhone 6 Plus

Pela primeira vez desde que lançou o iPhone há 9 anos, a Apple enfrentou agora em 2016 um período de estagnação nas vendas do aparelho. A situação piorou em março, quando a companhia anunciou uma queda de 16% nas vendas trimestrais do dispositivo. Além do próprio mercado de smartphones, que não tem registrado altos índices de crescimento, há uma outra explicação para esse fenômeno: aqueles que já possuem um iPhone têm levado mais tempo para adquirir uma versão mais recente do celular.

Esse é o resultado de um levantamento divulgado nesta semana pela Consumer Intelligence Research Partner (CIRP) que, entre setembro de 2012 e março de 2016, entrevistou 2.767 pessoas que possuem um iGadget para saber de quanto em quanto tempo elas estão trocando seus aparelhos.

De acordo com o estudo, a média de permanência com um iPhone até a troca por um modelo melhor era de no máximo dois anos — período este oferecido pelas operadoras americanas que oferecem o aparelho mais barato em troca de um contrato de fidelidade de 24 meses.

Só que, conforme o ritmo de modernização dos smatphones vem desacelerando ao longo dos últimos meses, a maioria dos usuários que possui o telefone da Maçã agora prefere mantê-lo por mais tempo até efetuar uma nova troca. Em média, passou de dois anos inteiros para dois anos e três meses.

Para efeito de comparação, em 2013, apenas 5% de todos os portadores de um iPhone continuaram com o mesmo gadget por três anos ou mais. Até março de 2016, essa porcentagem saltou para 12%. Além disso, em junho de 2013, 66% dos donos de iPhones tinham adquirido o aparelho no máximo um ano atrás, mas em março essa métrica mudou: caiu para 51%.

"Podemos apontar pelo menos duas razões para uma desaceleração no ritmo de compra de um novo iPhone [pelos consumidores]: primeiro, a quantidade de funções disponíveis no aparelho têm diminuído. E segundo, os planos oferecidos pelas operadoras agora encorajam os donos de iPhones a continuarem com ele por mais tempo", destacou Josh Lowitz, cofundador da CIRP.

Ao que tudo indica, a Apple estaria ciente desse cenário. Por isso, analistas acreditam que a companhia não trará mudanças muito significativas no iPhone que será apresentado no segundo semestre deste ano. Segundo rumores recentes, as maiores atualizações só devem acontecer em 2017 ou 2018, quando a empresa deve revelar um modelo com mais funcionalidades e capacidades de hardware, incluindo uma tela de LED orgânico e um sistema mais aprimorado de gerenciamento de bateria.

Há algumas semanas, o jornal Nikkei reportou que a Apple, já sabendo das quedas nas vendas do iPhone, estaria considerando aumentar o ciclo de atualização do dispositivo: dos atuais dois anos, a gigante de Cupertino anunciaria grandes novidades a cada três anos — mesmo com o lançamento anual de novas versões do celular. Hoje, cada geração do iPhone dura 24 meses.

Fonte: Consumer Intelligence Research Partners via Apple Insider

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